Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 13/01/2021

A Constituição da República Federativa do Brasil garante, em seu artigo 205, a educação, visando o pleno desenvolvimento da pessoa e a sua capacitação. Entretanto, a alfabetização plena ainda não é presente no tempo atual devido ao sistema público de ensino precário e a desigualdade. Em vista disso, a lei básica se assemelha a da Bruzundanga, do autor Lima Barreto, na qual os artigos adquirem beleza no papel, mas não são colocados em prática efetivamente.

Em primeiro plano, cabe analisar os investimentos no ensino pelo Brasil. Sendo assim, muitas escolas não tem as condições básicas para um funcionamento eficiente, como cadeiras em bom estado, ventiladores, banheiros com papel higiênico e sabonete. Em vista disso, a desmotivação atinge os estudantes, que não acreditam no estudo como alternativa para melhores condições de vida. De maneira análoga, essa dificuldade no aprendizado por não identificar incetivo nas atividades se relaciona com a teoria das Instituições Zumbi, do filósofo polonês Zygmunt Bauman, na qual há falha na formação de bases de valores da sociedade, já que o Estado se omite diante das situações.

Ademais, a distribuição do tempo nas atividades cotidiana deve ser observada. Dessa forma, muitos indivíduos não são alfabetizados por terem que trabalhar para ajudar em casa, visto que a diferença econômica aflinge os brasileiros. Além disso, muitos pais não têm horários disponíveis para auxiliar o aprendizado dos filhos, logo, as crianças não dão a devida importância para as aulas. Concomitante a isso, o sociólogo alemão Max Weber apresenta o Esquema de Graduação, no qual um fator (renda) ou vários fatores (renda, tipo de trabalho e grau de instrução) são determinantes no acesso aos bens sociais e também ao tempo para se dedicar no auxílio aos estudos e ao ensino.

Em suma, para resolver a problemática da precariedade da educação e a distribuição econômica desigual, medidas são necessárias. Portanto, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, aumentar os investimentos em ensino e em quaficação dos professores, fornecendo cursos e marcando reuniões mensais para tratar do progresso na alfabetização, a fim de que os alunos consigam aprender de forma didática e os índices de analfabetismo sejam reduzidos. Outrossim, o Ministério do Trabalho, em conjunto com o da Infraestrutura, deve gerar empregos e cursos profissionalizantes, planejando e executando obras com o intuito de diminuir a desigualdade social. A tomada dessas medidas deverá atenuar o problema e não fará com que a Carta Magna seja verossímil a da literatura na Bruzundanga.