Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 14/01/2021
A alfabetização inicia-se na infância e gera benefícios que se perpetuam até a fase adulta de uma pessoa. Posto isso, a educação de qualidade que levará ao melhor desenvolvimento do indivíduo, é um direito constitucional do brasileiro. Entretanto, o processo de alfabetização é ineficiente nesse Estado. Assim, em virtude de fatores socioeconômicos, a população menos abastada possui uma aprendizagem defasada desde a infância que, em conjunto com a falta de investimentos na área, corrobora com essa realidade. Consequentemente, há a perpetuação da desigualdade social e a manutenção da baixa renda. Desse modo, é imprescindível a reflexão acerca do tema a fim de eliminá-lo efetivamente.
A priori, de acordo com o Centro de Desenvolvimento da Criança, da Universidade de Harvard, a infância é a fase da vida em que há a maior chance de aprendizado em espaço curto de tempo, no entanto, tal processo é determinado por fatores sociais e financeiros. Nesse sentido, a desigualdade social é um empecilho para o processo de aprendizagem, haja vista que ela cria fatores, como a falta de alimentação adequada e a falta de uma rede de apoio à criança, que influenciam negativamente no processo de alfabetização. Com isso, o Estado brasileiro mostra-se conivente com a alta taxa de analfabetismo, considerando-se que essa realidade é contínua entre a população de baixa renda.
Como consequência do processo de alfabetização ineficiente, a educação, que é o meio mais efetivo para a mudança de uma sociedade desigual, torna-se nula. Ademais, é válido salientar que, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância, a aprendizagem precoce, a partir de um sistema que garanta qualidade de ensino e pais que encorajam seus filhos, é fundamental para o melhor desenvolvimento integral da criança. Assim, sem o estímulo à alfabetização e um governo que corrobora com a manutenção da desigualdade, o desenvolvimento adequado da criança é prejudicado, influenciando até a vida adulta desse indivíduo. Desse modo, ocorre a manutenção das desigualdades econômicas e sociais que poderiam ser evitadas a partir do processo de ensino eficiente.
Diante do exposto, fica evidente a necessidade de intervenção. Primeiramente, cabe ao Ministério da Educação criar um curso de especialização aos professores da rede pública de ensino que permita o aperfeiçoamento das técnicas de ensino voltados à alfabetização. Por conseguinte, o curso deve conter um módulo que trate especificamente da necessidade de uma alfabetização efetiva que garanta o melhor desenvolvimento da criança. Tal ação deve ocorrer por meio de sites desenvolvidos pelo MEC e pela disponibilização de vídeoaulas em plataformas de vídeo, como o Youtube, a fim de que haja a adesão da maior quantidade de educadores possíveis. Por fim, objetiva-se reduzir a taxa de analfabetismo no Brasil e criar oportunidades à população de baixa renda a partir da educação.