Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 14/01/2021

A alfabetização é mecanismo importante para o desenvolvimento pleno de crianças, jovens, adultos e idosos. Segundo a Constituição Federal de 1988, responsável por garantir a ordem e o progresso do Brasil, a educação de qualidade é um direito de todos. Assim, seria racional pensar a educação brasileira em destaque no ranking mundial. Entretanto, há uma realidade adversa visto que, segundo  os dados do Índice de Alfabetismo Funcional(INAF), os números de brasileiros analfabetos estão altos no país, fato que demonstra falhas no processo de alfabetização. Logo, o entendimento dessas falhas é imprescindível para a sua resolução.

Em primeira análise, cabe citar a desigualdade social como fator propulsor da problemática. Nesse contexto, os jovens e adultos da periferia não detêm das mesmas oportunidades que as pessoas de maior poder aquisitivo. Consoante ao dados da revista “Futura e Educação”: a maioria dos concludentes do ensino médio,em ecolas públicas, são analfabetos informais, ou seja, detêm poder sobre o código da língua, mas não desenvolvem a compreensão comunicativa. Assim, fica evidente a ideia de que sem a alfabetização igualitária, os alunos sem ensejo não detenham de total liberdade e autonomia -proporcionada pela comunicação efetiva - e não usufruam dos seus direitos como cidadãos. Portanto, é necessário uma igual distribuição de oportunidades aos brasileiros por parte do Ministério da Educação a fim de garantir o acesso da educação à todos.

Outrossim, a fraca cultura educacional no Brasil é outro fator que fomenta o impasse. Nesse contexto, segundo o filósofo Bauman em sua tese “Modernidade Líquida”, a liquidez do mundo globalizado representa a fragilidade das esferas cultural e social. Visto isso, relacionando-se ao tema, é notório que o hábito da leitura e a interpretação de textos nas salas de aulas está se tornando fluido,ou seja perdendo suas raízes. Assim, mesmo que o Governo tenha promovido avanços através do programa “Brasil Alfabetizado”, investindo no transporte, alimentação e material escolar, tais ações não são suficientes, visto que é necessário implementar uma cultura contínua de instrução, enraizando-se na sociedade um desejo de inclusão social através das palavras e conecções que esta proporciona.

Logo, cabe ao Ministério da Educação desenvolver o grau público, contratando mais professores e buscando aprimorar a sua estrutura, por intermédio da utilização das verbas dos cofres estatais, a fim de possibilitar a igualdade de letramento entre os brasileiros, elevando o nível do ensino público. Ademais, o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Cultura devem fortalecer a ideia da alfabetização como bem cultural e bem necessário ao desenvolvimento da nação, por meio de leituras coletivas e campanhas midiáticas de incentivo à escrita, com o fito de solidar novamente a cultura.