Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 13/01/2021
“Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo”, disse Mahatma Gandhi. Associando esse pensamento a um contexto de educação, os desafios para tornar a alfabetização efetiva funciona como gotas de sujeira poluidoras. Nesse prisma, fatores como a falta de incentivo e a desigualdade social impedem a limpeza do grande oceano chamado sociedade.
Em primeira análise, a carência de incentivo governamental em melhorar o ensino público brasileiro mostra-se como um dos desafios para diminuir a qualidade de vida. Segundo John Locke, filósofo contratualista, todos os indivíduos possuem direitos inalienáveis, como o acesso à educação. Nessa fala, é evidente que esse bem incorruptível é o construtor da identidade social das pessoas, definindo a função social delas em convivência comunitária. Nesse sentido, a realidade brasileira apresenta-se contrária ao pensador, uma vez que o ensino público é deficiente com infraestruturas - prédios, salas de aula, materiais - degradadas, professores com salários baixos e métodos de ensino que não despertam interesse nos alunos, pois não aplicam de forma prática o conteúdo. Nesse âmbito, a consequência será uma sociedade em que os cidadãos não se identificam e não trabalham em harmonia, culminando na proliferação de gotas poluidoras, contexto mudado com a união do corpo político e educacional
Em segunda análise, as crescentes desigualdades, principalmente, de renda apresentam-se como dificultadores da resolução do problema. De acordo com Hannah Arendt, na teoria da “Banalidade do Mal”, o ato preconceituoso torna-se inconsciente quando as pessoas normalizam tal situação, o que pode ser comparado à questão de que alguns brasileiros recebem mais benefícios, como a educação de qualidade, do que outros, evidenciando a disparidade de relações em que os ricos poderão ascender socialmente enquanto os pobres devem ser marginalizados. Nesse aspecto, seres de elevado poder aquisitivo podem pagar por uma escola privada, garantindo ensino suficiente; Entretanto, os de baixa aquisição devem sair da escola para procurar um emprego que traga dinheiro rápido para a família, acarretando na sua analfabetização, realidade que a ser mudada com incentivo da educação.
Portanto, é evidente uma tomada de medidas que visem promover a alfabetização no país. Por conseguinte, cabe à escola realizar métodos novos de ensino que visem atrair os estudantes, com o “slogan”: “o novo ensino”. Esse projeto pode ser feito por meio de aulas mais criativas que incentivem o aluno a buscar conhecimento, por exemplo, trabalhos escolares de saídas de campo, visitar museus, dar utilizada prática para o conteúdo estudado, a fim de evitar evasões escolares e incentivar a construção da identidade social, resultando na melhora da qualidade de vida e harmonia entre seres. Por outro lado, o Ministério da educação deve aumentar o número de ações públicas de melhorias ao ensino sem custos brasileiro, com o título: “educação igualitária”. Essa ação pode ser realizada mediante a implementação de recursos monetários para melhorar a infraestrutura de escolas, como salas de aulas modernas e seguras, assim como aumentar o salário de professores, incentivando-os a trabalharem satisfeitos e promovedores de novas maneiras de educar, de modo que o direito inalienável seja verdadeiro no território, culminando na igualdade de acessos ao ensino de qualidade e a extinção da banalidade de Hannah. Dessa forma, a limpeza completa do oceano, a fé na humanidade e a alfabetização efetiva tornar-se-ão destinos certos.