Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 13/01/2021
A sociedade brasileira vive um paradoxo: os interesses individuais se sobrepõem aos anseios coletivos. Em um cenário assim, é de se salientar a necessidade de melhorar os meios de alfabetização, em que, devido à desigualdade social, pessoas que dispõem de boas condições finaceiras possuem melhor acesso à educação e os mais vulneráveis ficam com o aprendizado antiquadro. Isso ocorre, em grande medida, porque as transformações ocorridas no Brasil fomentam discussões exaltadas acerca da falta de investimentos educacionais nas favelas, bem como a respeito da precariedade de incentivos às crianças para adquirirem conhecimentos.
É de fundamental importância pontuar, de início, que a desproporção de renda gera desequilíbrio no processo de alfabetização, uma vez que muitas favelas não possuem uma instituição de ensino para os menores. Nessa perspectiva, é válido analisar a pesquisa da Amostra de Domicílios Contínua, divulgada pelo IBGE, a qual consta que pelo menos 11,3 milhões de pessoas com mais de 15 anos são analfabetas no Brasil, confirmando que é preciso mudar as circunstâncias que acarretam esse quadro. Desse modo, torna-se evidente que os problemas relacionados à renda propicia a falta de ingressos em bons centros educacionais.
Paralelo a isso, é válido pontuar, ainda, que a alfabetização contribui para que o indivíduo detenha de mais oportunidades pessoais e profissionais, uma vez que a educação é primordial para o funcionamento social e deve ser incentivada desde cedo. É vantajoso citar a frase do educador Paulo Freire que diz: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Dessa forma, é notório que a alfabetização é um meio para que as pessoas consigam se desenvolverem profissionalmente, contudo para que haja melhor aprendizado, é essencial que ocorra estímulos para as crianças quererem adquirir conhecimentos.
Evidencia-se, portanto, que o analfabetismo constitui um obstáculo para a consolidação de uma sociedade com oportunidades igualitárias. Nesse sentido, é fundamental priorizar que as crianças tenham acesso à educação de qualidade, sem deixar de lado os desafios impostos para essas. Para isso acontecer, urge que o Ministério da Educação desenvolva escolas nas favelas, com o intuito de disponibilizar para as pessoas facilidade para estudar e evitar o analfabetismo. Isso pode ser feito com boa infraestrutura nas escolas e bons profissionais de ensino. Além disso, é necessário que o governo ofereça incentivos, como transporte gratuito e aulas dinamizadas, mediante a implantação de auxilíos de doações de livros didáticoss para alunos de baixa renda, de forma que a educação seja igualitária. Desse modo, espera-se que a alfabetização seja mais frequente e haja mais igualdade educacional.