Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 13/01/2021

Com linguagem simples e enfática, Carlos Drummond de Andrade - em seu poema “No Meio do Caminho” - revela inquietações que acometem o ser humano. Fora desse contexto literário, o homem hodierno deve se sentir encorajado não só para denunciar, mas também para mitigar do corpo social, a grave mazela que representa à existência de desafios no processo de alfabetização do Brasil. A priori, impende inferir que a desigualdade social adjunto ao descaso do Governo são as cruciais razões para o surgimento, progresso e perenização do imbróglio na sociedade brasileira.

Em primeira instância, é mister assentir que a desigualdade social é um dos imprescindíveis desafios para o processo de alfabetizar as pessoas no Brasil, tendo em vista que desde o período da República Velha, somente aqueles que ocupavam a classe alta dispõem do direito à alfabetização, enquanto os demais eram menosprezados. Nesse ínterim, é imperativo compreender que a estratificação social é um relevante fator para adquirir os conhecimentos necessários para ser alfabetizado, haja vista que os de ínfima renda abandonam seus estudos em busca de adquirir trabalho. Assim, depreende-se que os menos afortunados não tem acesso no que tange ao aprendizado do alfabeto e de sua utilização como código de comunicação, demonstrando, dessa forma, a exclusão desses no aproveitamento da educação e um cenário desigual, no qual os membros da classe baixa são os mais prejudicados.

Em segunda análise, é indubitável que o Estado se consfigura como o responsável pela situação aflitiva, em razão do seu descaso com o revés que assola o país - comprometendo o acesso do direito à educação -, pois é seu dever, previsto na Constituição Federal de 1988, promover a igualdade e o bem-estar social. Sob essa ótica, o Governo com sua postura omissa, acaba se qualificando como uma “Instituição Zumbi”, definida pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, como uma instiuição que não realiza mais suas funções e, no entando, mantém sua forma. Destarte, é fulcral que os governantes brasileiros, tomem conhecimento acerca de suas responsabilidades e então, passem a combater a adversidade, a fim de exercer seus deveres definidos na Carta Constitucional e reverte o cenário atual.

Dessarte, para extinguir as inquietações que perturbam o ser humano, identifcados no poema “No Meio do Caminho” de Drummond, urge erradicar os desafios no processo de alfabetização no Brasil. Portanto, far-se-à que o Governo, como instãncia máxima da administração executiva, promova auxílio  financeiro as pessoas de baixa renda, para que essas não desistam dos estudos em razão de adquirir trabalho e, desenvolva institutos de alfabetização a fim de tornar mais acessível a educação, por meio de um amplo investimento para coibir as desigualdades sociais e amparar os indivíduos. Desse modo, assegurando os direitos da população e o bem-estar social.