Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 15/01/2021

O artigo 26 da Constituição Federal brasileira, assegura a todos os cidadãos o direito à educação. No entanto, verifica-se que esse princípio não tem alcançado aplicação prática, tendo em vista a persistência de analfabetos na sociedade. Nesse viés, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da alta taxa de analfabetos funcionais se formando no colégio e a falta de perspectiva de ascensão social por meio dos estudos, da camada marginalizada de crianças e adolescentes.                                                                                                                                         Deve-se pontuar, de início, que o Brasil é , infelizmente, um país estratificado e desigual. Dados da Análise Nacional de Alfabetização (ANA), mostraram que 34% dos adolescentes dos adolescentes chegam ao terceiro ano do ensino médio, sem ler ou escrever. Tal realidade, vai de encontro ao retrocesso, e assemelha-se ao Brasil colônia, época em que, diante da perspectiva Ibérica, a América era de caráter exploratório, sendo a educação não somente desestimulada, como também proibida. Sendo assim, percebe-se que mesmo sendo direito garantido por lei o acesso gratuito a educação, essa acaba hierarquizada e de exclusividade daqueles que têm alta renda.                                                 Ademais, a falta de estrutura escolar e familiar, corroboram para o desisteresse de jovens pela educação. Dessa forma, a gentrificação, isto é, o afastamento de indivíduos com baixo poder aquisitivo dos grandes centros urbanos os deixam ainda mais distante da infraestrutura social destinada a esducação. Além disso, a formação familiar também é de suma importância, a exemplo disso, a longa metragem Vida Maria, de Márcio Ramos, ilustra de maneira pertinente a vida de Maria José, de 5 anos, que diverte-se aprendendo a escrever o nome, tal brincadeira interrompida pela mãe, que a obriga começar o aprendizado dos afazeres de casa, que que “desenhar” o nome era perda de tempo.               Portanto, a fim de garantir o acesso a educação à todos, cabe ao Governo, por meio do Ministério da Educação, a adoção de estratégias persuasivas, como a criação de novas escolas em todos os locais, sendo zona urbana, rural e periférica, a fim de garantir a ingressão de todos os indivíduos desde a infância. Outrossim, é imprescrindível a formação de programas que incluam a alfabetização também das pessoas adultas. Só assim, as amarras coloniais irão se desfazer e a educação irá se democratizar de fato.