Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 13/01/2021

Na literatura do Romantismo Indianista, notoriamente representado por José de Alencar, o Brasil é retratado, por vezes, como um país perfeito, ideal para se viver. Entretanto, ao analisar a situação do país, observa-se que é somente herança literária, visto que o analfabetismo ainda persiste na sociedade brasileira. Nesse cenário, dois motivos são pertinentes: a desigualdade social e a negligência governamental.

Em primeira mão, a desigualdade social está entre as causas da problemática. Dado que a necessidade de trabalho para sobreviver - principalmente as camadas mais baixas - faz com que esses abandonem os estudos de forma precoce, a fim de reverter sua realidade econômica, o que eleva o índice de evasão escolar e propicia a distanciação da educação. Dessa forma, esse fato contraria o artigo 205 da Constituição brasileira, no qual a educação é um direito de todos e dever do Estado e da família.

Em segunda análise, de acordo com Rousseau, filósofo francês, cabe ao Estado melhorar a condição do homem em sociedade, no entanto, no Brasil, tal fato não ocorre. Sendo assim, conforme dados do Ministério da Educação, há 16 milhões de analfabetos acima de 15 anos no país. Nesse contexto, verifica-se a negligência do Governo, pois essa realidade impossibilita o crescimento social e econômico dos cidadãos, uma vez que analfabetos possuem menos oportunidades e intensa dificuldade de acessar seus direitos.

Urge, portanto, que o Congresso incentive programas como o Bolsa Família e o Fome Zero, com disposição de viabilizar mais recursos para uma abrangência significativa, a fim de incluir todos os possíveis beneficiados e amenizar as desigualdades. Ademais, o parlamento, em conjunto com instituições privadas, por meio da Economia Colaborativa, deve reduzir os impostos de empresas que promovem a contratação de analfabetos e seu desenvolvimento profissional, com a finalidade de reduzir os impactos sociais do analfabetismo no Brasil.