Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 13/01/2021
De acordo com a obra “Brasil, País do Futuro”, escrita por Stefan Zweig, em 1941, Brasil é, sem dúvida, sinônimo de progresso e possui perspectivas positivas. Entretanto, já no ano de 2021, a visão do autor parece perdida, sobretudo no que se refere à questão do analfabetismo no país, uma verdadeira inadimplência governamental. Assim, é possível afirmar que não só uma conjuntura socioeconômica individual, mas também a formação de analfabetos funcionais fomentam os impasses a serem superados do status quo contemporâneo.
Inicialmente, é necessário dizer que o Brasil é classificado como uma das mais altas taxas de desigualdade social do mundo, como afirma os dados do relatório do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Por esse viés, as regalias de alguns se contrapõem às dificuldades de outros, formando-se o panorama da precariedade de ensino básico oferecido a uma parcela significativa. A partir dessa análise, é inadmissível que a capacidade de ser apto à sociedade, de exercer sua cidadnia e reconhecer privilégios — tudo isso promovido pela capacidade leitora — sejam negligenciados por uma condição miserável inata.
Ademais, outro entrave a ser superado concerne à confecção de analfabetos funcionais, isso é, aqueles que sabem ler, mas não possuem — ainda — capacidade cognitiva para compreender. conforme o professor Steller de Paula, autor do livro “O Amor Comeu meu Nome”, para ser um bom leitor e intérprete não há receita pronta, mas sim uma questão de hábito, prática constante. A priori, fica evidente que a falta de estímulo à leitura é uma das coibidoras da alfabetização brasileira.
Destarte, é dever do Estado, no âmbito de ministérios atuantes, em consonância com ONGs (Organizações não Governamentais) de cunho humanitário, realizar o estímulo à leitura por intermédio de palestras, folhetos — distribuídos por trabalhores públicos nos municípios— e campanhas publicitárias acerca da importância da leitura para o desenvolvimento social, além de também indicarem livros com níveis de dificuldade enumerados de 1 a 10 — somente para incentivar o usuário a evoluir e acompanhar seu próprio trajeto. Somado a isso, cabe também às mesmas instituições fornecer o convite ao aprendizado em comunidades carentes por meio de workshops de escrita e leitura em conjunto que tragam temas de interesse do público. Espera-se, com tudo isso, uma melhoria significativa dos indicadores de analfabetismo no Brasil.