Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 14/01/2021
Paulo Freire, educador e Patrono da Educação Brasileira, afirma que “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Entretanto, mesmo com uma enorme importância na vida da população, a educação não atende a todos de maneira igualitária e dificuldade no processo de alfabetização, visto que, segundo o IBGE, mais de 11 milhões de pessoas com mais de 15 anos são analfabetas no Brasil. Cabe entender, portanto, de que maneira a desigualdade social e a falta de infraestrutura escolar coadunam-se no agravamento da problemática.
Em primeira análise, cabe saliente que a desigualdade social no país contribui cada vez mais para o nível crescente de analfabetismo, pois a necessidade de trabalho para a necessidade de alguns - prioritariamente como camadas mais baixas - faz com que esses abandonem os estudos, elevando como taxas de evasão escolar e ocasionando a perda de novos aprendizados que garantam um futuro melhor para essas pessoas. Mesmo com a existência de programas como o “Brasil Alfabetizado”, milhares de pessoas não se beneficiam deste e contrariam o artigo 205 da Constituição Brasileira, onde é citado que a educação é direito de todos e dever do Estado e da família.
Além disso, uma má infraestrutura nas escolas corrobora para que as pessoas deixem de frequentar o ambiente escolar, dificultando o processo de alfabetização no Brasil por não terem o incentivo para aprender e continuar seus estudos. Padre Antônio Vieira, filósofo do século XVII, afirma que a educação é uma moeda de ouro que tem valor em toda parte. Em sintese, pelo indivíduo não se abastar do conhecimento, esse poderá enfrentar problemas no futuro como a entrada no mercado de trabalho por não atender os requisitos exigidos, os quais poderiam ter avaliação caso a vida escolar fosse feito com êxito e beneficiada com um ambiente e materiais de qualidade.
Tendo em vista os aspectos supracitados, são necessárias para mudar esse panorama. O Ministério da Educação deve destinar emendas para as escolas para a aquisição de materiais, capacitação de professores, entre outros, a fim de que os alunos não permaneçam no ambiente escolar e minimização dos desafios da alfabetização. Além disso, os programas de auxílio financeiro para os estudantes devem ser criados e implementados juntamente com o Ministério da Cidadania, para que não seja necessário abandonar os estudos pela falta de recursos financeiros. Desse modo, uma sociedade brasileira pode se beneficiar, em médio a longo prazo, da transformação defendida por Freire.