Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 14/01/2021
A personagem Dora, interpretada por Fernanda Montenegro, no filme “Central do Brasil” escrevia cartas para analfabetos e dava um vislumbre de esperança de serem ouvidos e se expressarem. Contudo, a exploração também figurava como uma das abordagens, em que Dora se aproveitava da situação para se beneficiar. Fora da ficção o analfabetismo ainda persiste no Brasil e tem origem inegável na tentativa de manter o poder na hierarquia social. Assim, dentre os fatores que contribuem para alicerçar esse panorama, destacam-se a profunda vulnerabilidade social e a articulação das massas de manobras.
A priori, a vulnerabilidade está associada ao abismo socioeconômico do país, cujo impacto é notório no aumento de pessoas que se sujeitam a subempregos e condições analóga a escravidão. Isso ocorre devido as altas taxas de analfabetismo, em que as pessoas, as quais não dominam o código linguístico são colocadas a margem do seio social, de modo a serem exploradas como Dora fez no filme.
Outrossim, vê-se que as massas fazem manobras político- ideológicas para manter-se no domínio frente as melhores posições sociais e cargos, assim, em controversia os analfabetos, isentos de autonomia e liberdade para exercer de forma plena sua cidadania, são afetados negativamente, no que tange a manutenção da situação e do ciclo de pobreza. Nessa ótica, a teoria da violência simbólica criada por Pierre Bordieu entra em sintonia com essa questão, pois artifícios de pressão são usados para reprimir e excluir analfabetos como forma de dominação, consequentemente tais indivíduos ocupam as piores posições na sociedade.
Portanto, faz-se exequível medidas para reverter o quadro de analfabetismo ligado ao anseio de poder no seio social. A princípio, urge o Governo Federal na instauração de um Decreto Federativo que estabeleça um Programa Nacional Contra o Analfabetismo, que tente minimizar o défict educacional no país, deve-se por meio de um Fundo Financeiro Nacional construir mais escolas em regiões mais afastadas, além de oferecer assistência as pessoas vulneráveis e que possuem esse problema cognitivo.