Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 14/01/2021
No Brasil em 2019, o Ministério da Educação (MEC) criou a Política Nacional de Alfabetização (PNA), com o objetivo de melhorar a qualidade nos processos de alfabetização infantil e combater o analfabetismo absoluto e funcional. Contudo, enfrenta as principais causas do retardamento educacional no país, que provem do conjunto social estado e família, que por décadas exercem o mesmo processo cultural errôneo, da não valorização da educação. Outrossim, a falta de qualificação profissional especializada e não valorização dos educadores de ensino público.
Ademais, a constituição brasileira 1988, no art. 205 afirma que: “A educação é um direito de todos e dever do estado e da família”, sendo assim, problemas como a má administração dos recursos públicos, destinados à educação, desdobra consequência ruins na alfabetização. Em suma, a falta de infraestrutura adequada, precariedade dos insumos escolares, urgência de modernização nos meios didáticos para adequação as novas formas de interação, e a não manutenção de programas como “Educação de jovens e Adultos (EJA)”, que vem sofrendo processo de extinção gradual, como se iniciou no estado do Paraná, no início de 2020. Assim como, a falha de incentivo na literacia familiar.
Segundo o educador Paulo Freire, “não se pode falar em educação sem amor”, é de extrema precisão a vocação e qualificação profissional ao trabalho de alfabetização para todas as idades, mas a prática real na maioria dos estados brasileiros é completamente fora da idealização, mesmo a valorização dos profissionais de educação sendo garantida por lei o que ocorre é o oposto, salários defasados, falta de oportunidade igualitária para especialização, adequada a realidade de cada localidade e carência no auxílio de especialistas para incentivo emocional aos alunos. Neste sentido, ocorrendo totalmente contrário que na Finlândia, que é modelo em educação no mundo, segundo dados da ONU.
Portanto, para que ocorra diminuição das taxas de analfabetismo e o país trilhe caminhos de melhoria na educação, faz-se necessário que o Governo Federal crie um projeto de fiscalização dos recursos destinados à educação, com secretarias de representações físicas em cada estado e município, com finalidade acabar com o desvio de verbas parlamentares, através de auditorias, assim como, não permita o fim do ensino noturno, mas melhoria, visando sempre o acesso ao ensino a todos. Como também, divulgação do programa “Conta Pra Mim”, do MEC, para participação familiar no incentivo à leitura e a escrita. Além disso, o Ministério da Educação, deve prestar subsídio aos profissionais de educação, para qualificação especializada em alfabetização, sendo remota ou presencialmente em qualquer região do país, já que o plano de diretrizes orçamentárias destina obrigatoriamente no mínimo 18% dos tributos para educação. Assim, é possível mudar a qualidade de vida da população.