Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 14/01/2021
A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Porém tal prerrogativa não tem se concretizado com ênfase na prática quando se observa o analfabetismo, dificultando desse modo a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, é notório e decaso do governo e consequências advindas com essa problemática, visando, posteriormente, medidas para solucioná-las.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais eficazes para combater o analfabetismo. Nesse sentido, a falta de investimento do governo em políticas públicas para melhorias na educação, desestimula as pessoas analfabetas. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre a sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação.
Em segunda análise, vale ressaltar que a falta de escolaridade impulsiona a falta de oportunidades e também o desemprego no Brasil. Segundo um balanceamento feito em 2018 a maior empresa de contratação Manpower constatou que 43% das empresas tem dificuldade na hora de contratar um novo funcionário muitas vezes se dá pela escassez de talento no mercado.Diante de tal exposto, a alfabetização é indispensável para mudar a realidade de uma população, fazendo com que consigam chegar nas universidades e no mercado de trabalho.
Despreende-se, dessa forma a urgência de ações interventivas com o objetivo de amenizar a questão. Para isso o Ministério da Educação, deve por meio de investimentos governamentais promover políticas públicas eficazes. Nesse sentido, o intuito de tal ação é melhorar o ensino de qualidade no país e consequentimente combater o analfabetismo e o desemprego. Assim, se consolidará uma sociedade mais igualitária concretizando o “contrato social” de John Locke.