Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 15/01/2021

No romance filosófico “Emílio ou Da Educação”, o contratualista Rosseau demonstra a melhor forma pedagógica de se educar um indivíduo que fará parte do contrato social. Entretanto, a sociedade brasileira não prima por esses valores, uma vez que há, ainda, desafios para a alfabetização da população, como a evasão escolar e o modelo educacional ineficiente que geram, por consequência, a marginalização e a exclusão social do indivíduo.

Em primeira análise, observa-se que a evasão escolar é um problema que assola o desenvolvimento educacional do país, visto que anualmente diversas crianças e adolescentes e deixam a escola para fazer atividades ociosas, segundo dados do IBGE. Paralela a essa realidade, vê-se que, conforme as noções do Concelho Nacional de Justiça, 70% da população encarcerada no Brasil não concluiu o ensino fundamental, algo que demonstra uma severa falha educacional que o início de outros problemas sociais.

Em segunda análise, verifica-se que o modelo de aprendizagem ineficiente adotado no país não permite o pleno desenvolvimento intelectual do indivíduo, haja visto que muito dos letrados não dominam a capacidade total de interpretação, sendo, também excluídos de oportunidades de desenvolvimento social e econômico. Mediante estes fatos, é clara a ineficiência do Estado no cumprimento do artigo 205 da Constituição Federal, que institui a educação como direito universal.

Diante os fatos expostos, evidencia-se que, para haver mobilização acerca dos desafios do processo de alfabetização no Brasil, faz-se necessária a intervenção do Governo Federal por meio do Ministério da Educação. A esse órgão executivo caberá a elaboração de um plano nacional de educação que se valerá de projetos interdisciplinares que complementarão a base comum curricular, para que, além da diminuição das dificuldades de aprendizagem, seja evitada a evasão escolar com atividades atrativas, formando jovens com fundadas habilidades de compreensão e reflexão. Assim, paulatinamente, todos os cidadãos estarão aptos para exercitar seu poder político e, bem como no romance de Rosseau, o corpo social terá a educação como pilar de desenvolvimento.