Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 15/01/2021

Segundo o artigo 1° da Declaração Universal do Direitos Humanos “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”. Contudo, ao analisar as dificuldades de alfabetização em questão no Brasil, verifica-se que, lamentavelmente, tal prerrogativa na prática não tem sido da tratada da maneira que merece. Dessa forma, o problema motivado pela falta de políticas públicas e pela má formação escolar básica promove mais um impasse entre os cidadãos do País.

A príncipio, é incontestável que a questão da ausência de medidas governamentais está entre as causas do problema. Segundo Nicolau Maquiavel, no livro “O Príncipe”, para se manter no poder, o Governo deve operar tendo objetivo no bem universal. No entanto, é notório, que no Brasil, a morbidez das leis rompe com essa paridade, visto que a sociedade encontra-se com diversos problemas no aprendizado da escrita e leitura, o que impede de obter uma condição social íntegra. Desse modo, é evidente que existem falhas no príncipio da isonomia no qual todos devem ser tratados de forma igualitária.

Ademais, é fundamental apontar o péssimo ensino fundamental como impulsionador do impedimento do processo de alfabetização no Brasil. Segundo dados da Avaliação Nacional de Alfabetização, cerca de 34% crianças finalizam o 3° ano sem saber ler ou escrever. Diante de tal exposto, os jovens se desenvolvem sem as capacidades essencias para a vida em sociedade, essa ausência de habilidades causa a marginalização no meio social. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar essa questão. Para isso, o Governo Federal, por meio de subsídios destinados ao Ministério da Educação, deve investir em campanhas e projetos que visem melhorar o ensino de base, com a participação de professores e psicólogos capacitados e o incentivo da leitura domiciliar. Nesse sentido, o fito de tal ação é instruir às crianças um processo de alfabetização mais efetivo e preparando-as para as adversidades da convivência coletiva. Somente assim, os brasileiros poderão usufruir de uma vida digna assim como a Declaração Universal dos Direitos Humanos exige.