Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 16/01/2021
Desde o surgimento do primeiro método de leitura no Brasil, em 1876, com a formação da República, o processo de alfabetização tornou-se um assunto relevante no país, visto que com o aumento da competitividade dentro dos mercados de trabalho e da especialização exigida pelos proprietários, modificou-se as estruturas escolares, visando garantir uma qualificada alfabetização. Porém, no hodierno cenário do país, os desafios para a garantia de direito à educação pública de qualidade, prevista na Constituição Federal de 1988, se intensificaram devido à falta de investimentos governamentais em todo o complexo educacional, além da enorme desigualdade social que assola todos os setores da sociedade, dificultando a chegada da instrução qualificada.
Em primeira análise, é fundamental ressaltar o descaso do governo com os investimentos nas áreas pedagógicas de alfabetização, uma vez que os índices de analfabetismo estão em crescimento dentro do panorama nacional. Segundo dados da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), cerca de 34% das crianças do Brasil chegam ao 3º ano sem ler ou escrever adequadamente. Com tal índice, conclui-se que é necessário a intervenção do Estado na forma de didática da realização da alfabetização, na medida em que o método utilizado não traz a eficácia e a qualidade, as quais são indispensáveis para a entrada no futuro mercado de trabalho.
Ademais, a assimetria presente na perspectiva social traz consequências nas relações educacionais, visto que a instrução formal de conhecimento é fornecida nas escolas e, nem todas as pessoas, conseguem ter acesso a tais meios de formalidades, transformando assim, o Brasil, em um país ainda mais marginalizado. Consoante o líder do movimento contra o regime do Apartheid, Nelson Mandela, a educação é a maior arma que se pode usar para mudar o mundo, depreende-se, assim, que é de grande importância o alcance populacional nos setores de educação, fornecendo estrutura para a realização dos movimentos sociais, eliminando a exclusão e desigualdade pertecente ao século XXI.
Portanto, medidas são essenciais para a reversão do impasse apresentado. Faz-se necessário que o Ministério da Educação (MEC) invista uma maior parcela de capital nos setores educacionais com a compra de materiais didáticos qualificados e a contratação de professores especializados em pedagogia, por meio da retirada de dinheiro advindo da Receita Federal, a fim de promover uma melhor instrução às crianças que estudam no meio público. Outrossim, o Governo Federal deve construir escolas nas áreas mais marginalizadas e periféricas do país, impulsionando e possibilitando a entrada de uma significativa parcela populacional nas redes de ensino. Com a implantação das medidas citadas, haverá uma diminuição da desigualdade social e uma melhora na qualidade da alfabetização.