Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 16/01/2021
A princípio, no governo de Getúlio Vargas - 1934 - foi implementado a Constituição Federal, determinando a educação como um direito de todos os cidadãos brasileiros, devendo ser disponibilizada pelo Estado e pela família, assim, amenizando uma escassez de conhecimento. No entanto, no Brasil hodierno, mesmo que essa lei prevaleça e esteja difundida pelo país, ainda há desafios no processo de alfabetização. Isso deve a fatores, principalmente, de ordem social e econômica.
É relevante abordar, primeiramente, que o analfabetismo entre as camadas vulneráveis é um legado arcaico deixado pelos portugueses. Assim, no Brasil colônia, que pendurou até o século XIX, seguiu um formato de segregação educacional baseado na renda econômica, ou seja, apenas os mais abastados tinham acesso à sapiência. Tal fato ainda prevalece na sociedade brasileira - ainda depois de dois séculos - como ilustrado pelo “Mapa de Analfabetismo” que os iletrados estão vinte vezes mais presentes nas famílias mais pobres. Dessa forma, fica visível que a Constituição Cidadã sobreleva a democratização da educação, mas há o desafio econômico que impossibilita tal ato.
Paralelo a isso, segundo o determinismo Hipólito Adolphe Taine, historiador, o homem é fruto do meio que está inserido. Nesse prisma, diante de um Estado que não estimula a alfabetização - um ato que afeta os direitos sociais - os integrantes da sociedade optam em ingressarem precocemente no mercado de trabalho, principalmente nas indústrias de base, como a agricultura, que delibera o ofício a menor de idade. Com efeito, refletindo na inibição do desenvolvimento estudantil, colocando o Brasil a margem do processo de alfabetização do corpo social.
Depreende-se, portanto, uma relevância de amenizar o imbróglio, seguindo o pensamento de Karl Marx, filósofo, quando diz que não basta pensar, é necessário agir. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação (MEC), em parceria com os municípios, deve corrigir a problemática econômica e social, por meio de eventos em centros públicos, acessíveis a todas as camadas da sociedade, para a alfabetização em forma de gincanas , e, assim, estimulando com diversão o anseio a sapiência, e confirmando tais práticas via calendários municipais. Espera-se, com isso, a isonomia da população, não fomentando o analfabetismo e fazendo jus a constituição, tendo o efeito, a médio e longo prazo no Brasil.