Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 16/01/2021
Barão de Itararé, um dos criadores do jornalismo alternativo na época da ditadura militar no país, estava certo ao dizer: “o Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós”. Nesse sentido, os desafios no processo de alfabetização se encontra como um dos “nós” a serem desatados no contexto atual do país. Assim, é lícito afirmar que a ausência de medidas governamentais e a disparidade social contribuem para a perpetuação desse cenário negativo.
Sob essa perspectiva, ressalta-se, sob um prima político, a omissão estatal no tocante à educação do país. Segundo o pensamento do filósofo Jean Jacques Rousseau, na medida em que o Estado isenta-se da garantia dos direitos básicos dos cidadãos, há um descumprimento do contrato social. De maneira análoga, pode-se concluir que esse ideal não se concretiza na realidade brasileira, visto que, o poder público se faz ausente como executor de políticas públicas voltadas ao processo de aprendizagem. Em suma, fica explícito que essa questão desfavorece a formação educacional no Brasil.
Outrossim, é necessário assimilar como má distribuição de renda prorroga a problemática. De acordo com o G1, as razões para a evasão escolar são múltiplas, mas o trabalho infantil tem grande peso sob essa problemática. Sendo assim, é possível afirmar que, essa disparidade contribui para que parcela da população tenha mais dificuldade ao acesso à educação no país, tendo em vista que, muitas crianças e adolescentes são forçados a abandonar a sala de aula para assumir outras responsabilidades e ajudar com como despesas do lar. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar na nação.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de ações interventivas para potencializar a alfabetização em toda sociedade brasileira. Nesse sentido, compete ao Ministério da Educação - órgão responsável pela administração dos aspectos educacionais da nação -, por meio de verbas públicas, investir em projetos que tenham como finalidade a construção de escolas em zonas rurais, para proporcionar condições igualitárias de aprendizagem. Ademais, seria válido, por meio de um amplo debate entre famílias, professores e Estado, introduzir novos métodos eficazes de ensino, com o fito de tornar a educação brasileira mais dinâmica e inclusiva. Feito isso, o drama estudantil deixará de afligir o país.