Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 17/01/2021

No livro “Fahrenheit 451”, de Rey Bradbury, é retratado um sistema político autoristarista no qual o processo de conhecimento e a busca da educação plena era vetado. De maneira análoga à ficção, ainda que o Brasil não adote tal sistema autoritarista, a questão do processo de alfabetização é um problema crescente no quesito da inclusão da população ao sistema educacional. Assim, é lícito afirma que a desigualdade social e a falta de estrutura fornecido pelo poder público contribuem para a perpetuação desse cenário negativo.

Sob a ótica da desigualdade social, evidencia-se que 25% da população brasileira vive na linha da pobreza, com aproximadamente 2 doláres diários, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU). Esses dados trazem consigo um grande impecilho para o processo de alfabetização, uma vez que 50 milhões de brasileiros sobrevivem, em média, com 1/4 do salário mínimo do país, a educação passa a figurar em segundo plano.

Outrossim, é imperativo pontuar que a falta de investimento, principalmente na educação, acarreta no desestímulo do jovem a frequentar a escola e a buscar o conhecimento. Isso fica evidente no filme “escritores pela liberdade”, quando os alunos, que frequentavam a escola apenas para “fugir” das ruas, começam a participar e se envolver, por conta da inovação no método de ensino da professora, estimulando-os por meio da leitura e de passeios educativos.

Logo, medidas públicas são necessárias para que esse cenário deixe de ser um impecilho à alfabetização dos alunos. É fundamental que o governo de cada município crie programas de estímulo a inovação no ensino, fornecendo autonomia aos profissionais da educação e auxiliando os alunos que comprovarem baixa renda, com a finalidade de tornar a educação mais inclusiva, principalmente para quem não tem condição financeira de pagar a entrada a um museu. Dessa forma, pretende-se aumentar a taxa de alfabetização da população.