Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 17/01/2021

A Constituição Federal brasileira de 1988, prevê que todo cidadão deve ter seu bem-estar garantido e acesso à educação de qualidade. Contudo, essa não é a realidade vivenciada por uma parcela da população, já que uma parcela da população não é alfabetizada. Assim,  a alfabetização é um problema a ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade brasileira. Logo, convém analisar fatores como a desigualdade social e o descaso estatal que são agravantes desse impasse.

Frente a tal panorama, é imperioso salientar que, marjoritariamente, os altos índices de analfabetismo estão concentrados em grupos socialmente desfavorecidos. Tal fato pode ser observado no livro “O cortiço”, de Aluísio Azevedo, o qual retrata o cotidiano de moradores carentes de um cortiço, que são analfabetos, a excessão da filha de uma das moradoras, Pombinha. Nesse sentido, é notório que esses individuos vivenciam uma situação de exclusão à realidade dos mais abastados economicamente.

Ademais, é fulcral salientar que um dos agravantes da problemática é a falta de atuação do Estado. Tal conjuntura se opõe ao pensamento do filósofo britânico, John Locke, que afirma que o ser humano nasce com direitos naturais intrinsecos, e o dever do estado é garanti-los, em outras palavras, é dever do estado promover o bem-estar da população. Diante disso, é inaceitável que o governo continue ignorando seu papel social.

Portanto, é evidente que a desigualdade social e o descaso estatal precisam ser combatidos. Para tal, é mister que haja uma parceria público-privada com participação do Ministério da Educação e Ministério da Economia, através da criação de mais escolas em bairros mais afastados, a fim de que mais pessoas tenham acesso a alfabetização. Espera-se, com isso, atenuar a quantidades de analfabetos no país e, desse modo, ir de acordo com a Carta Magna brasileira.