Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 23/01/2021

Ainda que a alfabetização de qualidade seja um direito da população e um dever do Estado, é sabido que, na prática brasileira,o que se tem são estatísticas revoltantes. Tal realidade se apresenta por meio de indivíduos que não são capazes de formas palavras e também por outros que, mesmo que o façam, não dominam a comprensão de enunciados. Diante desse contexto, é imprescindível refletir como a situação social, econômica e cultural do país impacta nessa circustância para que seja possível sistematizar a superação dos desafios ao estabelecimento de um povo alfabetizado por completo.

Em primeiro lugar, é válido considerar a afirmativa de Francis Bacon “saber é poder” para aborfar como a realidade da maioria da população impacta em sua própria alfabetização. Apesar da elucidação induzir a compreensão de que o conhecimento implica em empoderamento, o que é fato, é necessário analisá-la sob o prisma do poder levar ao caminho do saber. Ou seja, o ciclo oportunidade-educação - em que pessoas socialmente favorecidas tem mais acesso à educação e essas tem então, mais oprtunidades - implica que a população em condição de vulnerabilidade socio-econômica tenha desvantagens no acesso à educação e portanto, no processo de alfabetização. Assim, entende-se que a configuração social do Brasil é um desafio para a consolidação do bê-a-bá infantil.

Em segundo lugar, a configuração cultural do povo tupiniquim também intensifica tal fragilidade pedagógica do país. Tal relação pode ser comprovada por empiristas (como John Locke, o qual comparou o homem a uma tábula rasa) pois essa classe de filósofos elucidou como as experiências de uma pessoa influenciam seu comportamento. Assim, um país sem hábito de leitura e com pouca valorização do conhecimento é, por si só, um desafio à alfabetização de novas gerações e até mesmo de adultos ou crianças que não tiveram essa possibilidade quando mais novos.

Portanto, para superar os desafios do processo de alfabetização no Brasil, são válidas reparações sociais, culturais e econômicas. Assim, cabe ao Ministério da Educação distribuir seus recursos de forma a atender melhor as comunidades marginilizadas e interromper o cliclo oportunidade-educação, bem como, cabe ao Conselho Tutelar fiscalizar famílias em todo país para garatir que jovens tenham a destinação de tempo coerente a esse momento de suas vidas. Ainda, cabe ao Ministério da Cultura e as mídias sociais (incluindo influenciadoras digitais) desenvolver projetos que incentivem o hábito da leitura com interpretação por meio de concursos com premiações. Por fim, é importante que as Secretarias da Educação sejam cobradas sobre a inserção e a atuação de assistentes sociais, os quais podem ser resolutivos em ambientes familiares conflituosos no que tange o estudo. Dessa forma, mitigar-se-á a problemática existente no contexto da alfabetização e seus possíveis reflexos futuros.