Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 30/01/2021

O conceito de entropia, da física, mensura o grau de desordem das moléculas em um sistema termodinâmico. Entretanto, fora das ciências naturais no que se refere à questão do processo de alfabetização no Brasil, configura-se um problema entrópico. Nesse sentido, cabe analisar como principais causas a falta de engajamento político, bem como as diferenças socioeconômicas no território brasileiro.

Em primeiro plano, é importante ressaltar de que forma a escassez da atuação do governo contribui à permanência do problema. Nesse contexto, de acordo com a Constituição Cidadã de 1988, é dever do Estado oferecer e garantir o acesso a educação a todos os cidadãos. Contudo, na realidade tal mandamento constitucional se torna utópico, ao analisar o índice de analfabetismo no país. Sob esse prisma, conforme as pesquisas do Instituto brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cerca de 5% de crianças não são alfabetizadas até o terceiro ano do colégio. Dessa maneira, é evidente a ineficiência do governo em oferecer qualidade no ensino.

Em segundo plano, vale salientar como as diferenças econômicas corroboram com a continuidade da problemática. Sob esse âmbito, o sociólogo Karl Marx afirmava que enquanto existir luta de classes a sociedade nunca irá evoluir igualmente, ou seja, pessoas que possuem condições de pagar por um ensino particular sempre estarão a frente das que utilizam o ensino público. Sob esse viés, segundo o IBGE a porcentagem da população que se considera analfabeta recebe igual ou menos que um salário mínimo.

Portanto, medidas exequíveis devem ser tomadas para remediar a questão. Destarte a União, em parceria com o Ministério da Educação devem, por meio de verbas governamentais, promover seminários e palestras que incentivem a alfabetização em áreas rurais e periféricas, com o fito de diminuir o índice de analfabetismo no Brasil e garantir a educação igualitária no país. Logo, com o objetivo de mitigar o problema.