Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 22/02/2021
Segundo a Constituição brasileira de 1988, é garantida a universalização do acesso à educação. Nesse sentido, o público infantil tem a oportunidade de ser alfabetizado já no início da jornada escolar. Isso será benéfico para esses menores no futuro. Todavia, a população pobre está sendo privada desse direito, o que prejudicará eles em termos de progresso pessoal, social, profissional.
Conforme o filósofo Aristóteles, “o homem é um animal racional”. Essa célebre frase revela a importância da educação - a qual é adquirida, sobretudo, pela leitura -, na construção positiva dos indivíduos. Nesse aspecto, a alfabetização deles, desde a infância, torna-se fundamental na concretização desse processo educacional. Seguindo esse raciocínio, a compreensão eficaz de textos verbais, bem como a capacidade de entender a lógica por trás do mundo da matemática, possibilitam aos alfabetizados um maior destaque como cidadãos, como profissionais. De fato, essas instruções permitem a eles conhecerem mais a fundo sobre política, cidadania, economia, técnicas; com isso, serão bem sucedidos em todas as áreas da vida.
Entretanto, é válido ressaltar que essa dinâmica da alfabetização não abarca todo o conjunto populacional brasileiro. De acordo com dados levantados pela Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), as crianças mais ricas são até seis vezes mais alfabetizadas do que as mais pobres. Além disso, as regiões Norte e Nordeste, que são as menos desenvolvidas do país, possuem os maiores números de analfabetos da nação. Esses estudos escancaram a lamentável desigualdade socioeconômica no Brasil, até porque a alfabetização dos cidadãos gera, por meio da educação, crescimento pessoal, empregos, melhorias de vida. Dessa maneira, a limitação da ascensão social da camada menos abastada da população é perpetuada na sociedade brasileira.
Urge, portanto, a concretização do direito à alfabetização de todos, como está previsto na Constituição. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, destinar recursos na construção de espaços educativos voltados especialmente às crianças analfabetas, bem como na valorização salarial dos alfabetizadores. Isso será realizado principalmente nos locais onde não há escolas, como nas áreas rurais e nas áreas periféricas. Assim, haverá a formação completa de um país composto por pessoas alfabetizadas e sem discrepâncias econômicas e sociais.