Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 03/03/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, a tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os desafios do processo de alfabetização no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro plano, deve-se ressaltar as autoridades governamentais para combater a falha no ato de alfabetização nos jovens, nomeados como analfabeta funcional, o qual sabe ler e juntar palavras porém não tem um nível de compreensão aprofundado. Nesse sentido, uma fissura deixada no período escolar, acompanhado o indivíduo ao longo de sua vida oferecendo menos oportunidades profissionais e privando de informações básicas, como a comunicação clara. Essa conjuntura, segundo o filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre com sua função de garantir o direito à educação, o que é evidente no país.

ademais, é ponto fundamental o descaso de muitos jovens como impulsionador do problema no Brasil, já que em muitos casos à escola é deixada em segundo plano. Segundo dados do IBGE, em 2018 foram registrados aproximadamente 11 milhões de pessoas analfabetas acima de 15 anos. Diante de tal aspecto, pode-se prever a baixa qualidade de vida dessas pessoas, pois a renda pessoal está diretamente ligada ao nível de escolaridade, levando à baixa qualidade de saúde, segurança, educação aos seus filhos e assim alimentando esse ciclo vicioso. Logo, é inadmissível que esse cenário continue penduras.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática do Brasil. Destarte com intuito de mitigar os desafios no processo de alfabetização, necessita-se urgentemente que o Senado Federal direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, o qual será revertido aquisições de materiais pedagógicos especiais para analfabetas e profissionais qualificados para lidar com esse tipo de alunos em escolas públicas. O apoio das mídias para o incentivar os jovens a terminarem seus estudos com boa qualidade será indispensável. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do analfabetismo no Brasil.