Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 07/03/2021

Em Atenas, cidade-estado pertencente à Grécia Antiga, o incentivo ao desenvolvimento intelectual acontecia desde a infância, para formação de cidadãos pensantes e com opinião, valorizando a leitura e escrita como parte desse objetivo. Trazendo para a realidade brasileira, ainda que o intelectualismo seja valorizado, existem diversas lacunas no ensino, principalmente no processo de alfabetização. Desse modo, torna-se de grande importância a discussão das causas desta falha no método de ensino, como a falta de preparação na base da educação e a carência na compreensão da heterogeneidade do aprendizado.

Nessa perspectiva, a formação do alicerce da alfabetização ocorre durante os primeiros anos do colégio. Sendo essencial um ensino de qualidade nessa fase para consolidar uma base firme para a continuidade do conhecimento. Pois, sem essa base o avanço na educação se tornará complicado, acarretando no desânimo do estudante e até mesmo levar a desistência antes da conclusão dos estudos. Como exemplifica a pesquisa do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilios Contínua), na qual cerca de 7% da população brasileira é analfabeta.

Além disso, a heterogeneidade do aprendizado é um problema constante, uma vez que, o modelo de ensino atual não está apto para considerá-la e acaba afetando aqueles que possuem maior dificuldade. O método vigente que tenta inserir todos os alunos em um mesmo modelo interfere na absorção do que é ensinado, pois não leva em consideração a singularidade de cada indivíduo. Com isso, atrapalha diretamente no processo de alfabetização. Segundo o filósofo Imannuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele, nesse sentido, o homem formado através de um método que não se adequa ao seu processo de aprendizado será fadado a adversos problemas durante sua vida acadêmica e profissional. A menos que esse problema seja sanado o quanto antes.

Em síntese, é de dever governamental, segurado pelo Ministério da Educação, a inserção de um estudo no método de ensino aplicado, como também a qualificação dos profissionais da educação para oferecer um ensino de qualidade. Sendo realizado através de programas ligados a universidades formadoras de pedagogos para complementar novas formas de ensinar, considerando a particularidade de cada aluno, para formatar um novo modelo estudantil que se aplique a todos de forma uniforme, mas sem desconsiderar sua individualidade. Por consequência essas atitudes melhorarão o aprendizado e auxiliarão no processo de alfabetização no Brasil.