Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 27/04/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948 - assegura a todos os indivíduos o direito à educação. No entanto, no Brasil, os obstáculos no processo de alfabetização impedem que a população brasileira usufrua desse direito internacional. Com efeito, hão de ser analisadas as causas que atuam a favor desse grave problema: a baixa qualidade da educação e a desigualdade social.
Nesse sentido, é válido destacar a negligência estatal quanto ao ineficiente sistema de educação pública como impulsionador dos altos índices de analfabetismo no país. De acordo com Simone de Beavoir, “o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Dessa forma, por mais crítico que seja o método atual de ensino, poucas medidas vêm sendo destinadas a reverter esse cenário, ratificando o que foi dito pela filósofa francesa. Assim, enquanto a escassez no ensino público for tratada com normalidade, o analfabetismo se manterá em grandes taxas no Brasil.
Ademais, é indiscutível que a disparidade econômica dificulta o letramento do núcleo social como um todo. Durante o Período Colonial no Brasil, no século XVI, apenas a aristocracia possuía o benefício do acesso à leitura e alfabetização qualificada. De maneira análoga, na contemporaneidade, muitos jovens não têm o privilégio de se dedicar aos estudos, tendo que cumprir jornadas de trabalho para ajudar financeiramente suas famílias. Dessa forma, a realidade da colônia ainda é expressiva na atualidade e, por isso, faz-se necessária a tomada de providências que minimizem essa atual problemática: as desiguais oportunidades de educação.
Logo, as instituições de ensino devem, nos anos iniciais da aprendizagem, incentivar a leitura ativa em sala de aula, por meio da adição de clubes de leitura, que ocorrerão semanalmente, fazendo com que o número de analfabetos e analfabetos funcionais seja reduzido. Além disso, o Governo Federal deve contribuir com a nutrição dos jovens de baixa renda, através da distribuição mensal de cestas básicas para seus responsáveis, fazendo com que os adolescentes não precisem trabalhar para contribuir com a a alimentação em suas casas. Desse modo, os cidadãos brasileiros poderão experimentar o seu direito à educação, grantido pela Declaração dos Direitos Humanos desde 1948.