Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 29/03/2021
No século XXI, no Brasil e no mundo globalizado, percebe-se um aumento exponencial na qualidade educativa, com o avanço da tecnologia e da integração social, que possibilitaram inserção de tecnologias digitais e de métodos inclusivos. Em contrapartida, percebe-se que tal progresso não se instalou de forma abrangente, tendo em vista que persistem desafios na plenitude do lecionamento. Dessa forma, torna-se imprescindível explicitar os principais impulsionadores dessa crise: a ausência de qualidade no ensino em escolas de áreas afastadas, bem como a falta de inserção de pessoas deficientes no ambiente escolar.
Diante desse cenário, é lícito postular que o cenário precário das escolas em locais marginalizados é um sustentáculo central da dificuldade educativa no Brasil. Nesse sentido, cabe frisar que, segundo a Constituição Federal de 1988, o governo deve articular-se para fornecer aos cidadãos brasileiros o direito de acesso à boa educação, por exemplo, cuidando da infraestrutura das escolas e da remuneração dos profissionais que as compõe. No entanto, percebe-se que somente as intituições dos centros metropolitanos gozam de tais direitos, tendo em vista que o descaso com aquelas de localidades periféricas fica evidente por conta da precariedade estrutural e a recorrência de greves laborais nesses colégios. Assim, pode-se perceber que, por uma infeliz questão de distância, uma determinada parcela de alunos têm sua alfabetização prejudicada.
Além disso, torna-se pertinente frisar a participação da carência de inclusão de portadores de deficiência na dinâmica colegial na insuficiência desse âmbito. Sob tal ótica, é possível citar a narrativa do filme “Extraordinário”, no qual o personagem Auggie, por ser portador de doenças faciais e cognitivas, encontra grande dificuldade em se adaptar ao estilo pedagógico e, por consequência, seu aprendizado é prejudicado. Paralelamente, os estudantes brasileiros que são deficitários sofrem com condições análogas as da obra cinematográfica, visto a falta da preparação estrutural necessária para o recebimento desses indivíduos: rampas para passagem de cadeirantes, salas de aula adaptadas para cegos, surdos e mudos, assim como materiais específicos para essas crianças. Logo, pela falta de abrangência das estruturas escolares, o processo afalbetizador é danificado.
Depreende-se, portanto, a urgência de medidas para resolução da problemática. É mister que o Ministério da Educação, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, decrete a fiscalização do bom estado dos centros educacionais periféricos, tanto para o corpo estudantil recorrente quanto para a parte que porta irregularidades, com visitas semestrais aos mesmos, feitas por pedagogos. Assim, prever-se-á a atenuação da problemática na aprendizagem no Brasil.