Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 19/04/2021

Vale citar que os principais fatores os quais demonstram as dificuldades do processo de alfabetização, no Brasil, são: o ensino retrógrado e memorizador e o aumento das desigualdades sociais, o que acarreta muitas discussões acerca do assunto. Dessa forma, remediar essa mazela é imprescindível para a plena harmonia social.

De acordo com a Constituição Federal de 1988, apelidada de cidadã, todos têm direito à educação de qualidade. Entretanto, a situação atual é contraditória, uma vez que a forma de ensino retrógrado e memorizador utilizado no país contribui para o avanço da evasão escolar e, consequentemente, do número de analfabetos funcionais. Tal fator deixa evidente a necessidade de modificações no processo de alfabetização, visto que os benefícios adquiridos, por meio dos conhecimentos, favorecem aos indivíduos e ao Estado, diminuindo as diferenças financeiras entre a sociedade. Nesse sentido, é notório que o escritor Gilberto Dimenstein tem razão ao metaforizar a cidadania a uma folha de papel, o qual afirma que teoria e prática se opõem. Por isso, urgem medidas para evitar o abandono às escolas acarretados pelo enfrentamento de desafios, como a compreensão e a interpretação do conteúdo.               Ademais, a filósofa Hannah Arendt – em sua tese “ Banalidade do Mal”- evidencia que há trivialidade da maldade, ou seja, a naturalização de diversos males. Isso corresponde, para Arendt, ao vazio do pensamento, momento em que o mal se instala, por exemplo, no aumento das desigualdades sociais, o qual ocorre pelo deficit na alfabetização e é banalizado pelo Estado, que não se preocupa com os efeitos da falta de conhecimento básico. Nesse viés, nota-se que os indivíduos, com problemas na interpretação e na articulação das falas, encontram dificuldades para se ascenderem socialmente, já que muitas oportunidades de emprego lhes são negadas, refletindo na busca por trabalho informal e sem garantias constitucionais. Por fim, consequências são geradas, como o crescimento do Coeficiente de Gini- medidor das diferenças sociais- e a propagação da criminalidade, em razão da falta de oportunidades entre os jovens de periferia.

Portanto, cabe ao Governo Federal elaborar um plano nacional que vise a melhorar o processo de alfabetização brasileira, garantindo ensino de qualidade a todos, para reduzir os índices de desigualdades no país. Isso deve ocorrer por intermédio da otimização do funcionamento das aulas, para que os conhecimentos sobre interpretação textual e associação de palavras em uma conversa seja certificado aos jovens. Tal ação será realizada com o intuito de mitigar a problemática e assegurar o proposto na Carta Magna, sem banalizar a questão.