Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 02/05/2021

Em “Farenheit 451”, obra literária do norte-americano Ray Bradbury, uma cultura do combate ao pensamento crítico, provido de uma governo autoritário, queima todos os livros e materias de ensino a fim de tranformar a população em leigos improdutivos. Todavia, embora faça parte de uma produção ficcional, o acesso ao ensino também é restrito em território brasileiro, implicando nos desafios do processo de alfabetização no país. De modo que, não só a falta de projetos derecionados à educação, mas também a discrepância entre instituições públicas e privadas compactuam nessa problemática.

Segundo o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Porém, tal prerrogativa não é observada em prática no Brasil, na qual o incentivo por parte das autoridades em transformar seus cidadãos em seres críticos é nula, principalmente quando se comparado aos colégios públicos. Corforme os dados do ANA “Avaliação Nacional de Alfabetização”, 54% dos alunos acima dos oito anos de idade permanecem com níveis insuficiente de leitura, ou seja, analfabetos funcionais, números alarmantes para o futuro, visto que sem alfabetização é impossível reconhecer seus direitos.

A discrepância da educação entre instituições públicas e privadas é exorbitante. Ademais, crianças de níveis socioeconômicos altos são alfabetizadas aos 6 anos de idade, ao contrário daquelas com rendas baixas que só conseguem ser alfabetizadas aos 8, mas que ao mesmo tempo são prejudicadas por muitos fatores, entre eles, as contantes greves escolares, a falta de verba, e também a precarização dessas instituições. No entanto, tais bases vão contra o segundo capítulo do Artigo 6 da Contituição Brasileira, no qual é exemplificado que “a educação é um direito social e precisa ser ofertada de forma igualitária para todos”.

Portanto, medidas devem ser tomadas para contornar esses obstáculos. Dessa forma, o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Economia, trabalhariam por meio de leis entregues à Camara dos Deputados para que a educação seja distribuída de forma igualitária às diferentes classes sociais.  Estabelecendo, então, a elaboração de inovações nas metodologias pedagógicas, e a presença de assistentes de alfabetização nas áreas dos primeiros anos escolares, e também no EJA, “Educação de Jovens e Adultos”, com o propósito de resolver os problemas relacionados à alfabetização mediante a todos as faixas etárias, sem exceção. Assim, é possível frear os desafios do processo de alfabetização em questão no brasil, afastando-se da cultura do combate ao pensamento crítico proposto em Farenheit 451.