Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 25/04/2021

A Constituição Federal de 1998, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise, deve ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a dificuldade relacionada ao analfabetismo no Brasil. Nesse sentido, o esforço prestado pelo governo no combate a falta de educação adequada não é suficiente. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a indiferença e banalização como impulsionador do agravamento da alfabetização precária e por vezes até nula. A “Atitude de Blasé” - termo proposto pelo sociólogo alemão Georg Simmel no livro “The Metropolis and Mental Life” - ocorre quando o indivíduo passa a agir com indiferença em meio às situações que ele deveria dar atenção. Dessa forma, tal pensamento cabe perfeitamente em casos onde o Estado age com indiferença em relação a escolaridade e perante ao processo de alfabetização, agravando o problema e tornando-o mais difícil de ser tratado.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que Governo Municipal, por intermédio do Ministério da Educação, desenvolva e aplique melhorias no sistema educacional das escolas públicas, investindo em programas de escolarização, cujo os quais visam melhorar o processo de aprendizagem e ensino nas escolas com a intenção de acabar com as barreiras que impedem uma aprendizagem estável e aplicar monitoramento nos sistemas de ensino a fim de encontrar problemas educacionais que são mais decorrentes. E, portanto, entregar uma educação de qualidade para a população. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade onde o Estado desemprenha corretamente seu “Contrato Social”, tal como afirma John Locke.