Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 01/05/2021

Na obra cinematográfica, Central do Brasil, a personagem Dora ganha a vida escrevendo cartas para analfabetos, com finalidade de serem enviadas para seus entes queridos. Fora dos limites da ficção, no Brasil contemporâneo, esse panorama de analfabetismo perpassa o cotidiano de grande parte da sociedade, constituindo, assim, um grave problema educacional. Nesse sentido, torna-se urgente mitigar as principais causas dessa problemática: a incompetência estatal e as desigualdades socioeconômicas.

Diante desse cenário, é lícito postular que a alta taxa de analfabetismo é impulsionada pela incapacidade governamental. A respeito disso, a Constituição Federal de 1988 garante que é direito de todos e dever do Estado - unidade máxima da administração pública - promover uma educação de qualidade, sem distinção de cor, etnia. Em paralelo, a realidade brasileira demostra o oposto disso, visto que é crescente o número de analfabetos, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a maior parte deles são negros e pardos. Logo, fica claro que grande parte da crescente lacuna estudantil é proveniente da incoerência do governo. Desse modo, um dos caminhos para a solubilização desse óbice é a prática do axioma constitucional supracitado.

Ademais, as disparidades sociais e econômicas é um sustentáculo para o problema em pauta. Nesse raciocínio, segundo pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as regiões ,da Nação Tupiniquim, mais desiguais economicamente e socialmente, também sofrem com as maiores taxas de analfabetismo, dentre elas, cabe citar o Nordeste e Norte, tendo como principal fator o difícil acesso às escolas. Assim, é crucial que haja um desenvolvimento econômico, para acabar com essa chaga social.

Dessa maneira, reverter esse quadro é importante para o bem coletivo. Portanto, é crucial para o bem da nação a resolução desse quadro degenerativo de incompetência governamental e de desigualdades socioeconômicas. Assim sendo, cabe ao Ministério da Educação - órgão do governo responsável pelas ações educacionais do país - criar campanhas em lugares públicos, objetivando aumentar o letramento da população, por meio de palestras que serão lecionadas por professores. Bem como, cabe ao Estado - setor que reúne os três poderes - a criação de programas econômicos e sociais, como também, o fortalecimento dos atuais, como o Bolsa Família, para as famílias carentes, com filhos de 0 a 18 anos, para desestimular a evasão escolar. Assim, resolver-se-á, em médio e longo prazo, a situação problemática.