Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 31/05/2021

Na constituição federal de 98, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a educação, saúde, moradia, emprego, lazer, segurança e toda assistência aos desamparados como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prorrogativa não tem se reverberando com ênfase na prática quando se observa o analfabetismo, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a taxa de analfabetismo. Segundo a VEJA, o Brasil é o nono país mais desigual do mundo, a educação no país é o reflexo do que a população vive e o exercício do governo, isso ocorre devido a baixa atuação governamental na qual concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Essa conjuntura, segundo as idéias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis como a educação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a desigualdade social e a falta de investimento à educação em regiões mais carentes como impulsionador do analfabetismo no Brasil.  Segundo Thomas Hobbes, o estado é responsável por manter o bem social da população. Diante tal dado exposto, enquanto não houver incentivo ao estudo a todos, a taxa de evasão escolar que no ano de 2020 chegou à 8,4%, continuará crescendo. Logo é inadimissível que esse cenário continue pendurar.

Depreender-se, portanto a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso é necessário e imprescindível que o tribunal de contas da união direcione capital ao ministério da educação, que reverterá em projetos sociais educativos, criação e contratação de profissionais da educação para escolas de ensino fundamental, médio e EJA, utilizar a influência da mídia com propagandas de incentivo e programas de bolsas de estudo. Desse modo atenua-se-á, em médio e longo prazo o impacto nocivo da deficiência na educação.