Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 09/06/2021
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), a taxa de anafalbetismo está decrescendo no país, caindo em cerca de 3%. Embora seja uma conquista, ainda encontram-se, na atual realidade brasileira, desafios para consolidar o processo de alfabetização, de forma a prejudicar a vida do cidadão, tendo em vista a importância do conhecimento para a obtenção de oportunidades e na superação de problemas, como o desemprego. Nesse sentido, emerge um desafio complexo em virtude da insuficiência estatal e da lacuna do sistema educacional.
Em primeiro plano, destaca-se que a inoperância governamental contorna a problemática, a qual dificulta a sua resolução. A esse respeito, o filósofo John Locke defende que “As leis fizeram-se para os homens e não para as leis”, ou seja, é importante a verificação das normas na realidade social. Nessa lógica, atesta-se que o poder público,muitas vezes, banaliza o processo de alfabetizar os cidadãos ao não cumprir o direito constitucional de amplo acesso à educação, de maneira a corroborar para o aumento da quantidade de pessoas que não sabem ler e escrever corretamente.Nesse âmbito, seja pelo pouco investimento em promover um ensino que vise uma alfabetização correta, seja pela má qualificação dos professores para atuar nesse ensino, a população continuará a mercê de uma marginalização social, pois será privada de um aprendizado necessário e básico.
Além disso, a formação desqualificada proporcionada por muitas escolas públicas dificulta o aprendizado do indivíduo, prolongando o entrave discorrido. Nessa perspectiva, o teólogo Rubem Alves alega que as escolas podem ser comparadas a asas ou a gaiolas, haja vista a possibilidade de promoverem liberdade ou incompreensão. Diante disso, o sistema educacional, por vezes, pouco se preocupa com o entendimento do aluno, bem como com as melhores formas de aprender, facilita na pouca retenção do conhecimento por parte do aluno, o que explica, em parte, os altos índices de pessoas que não foram alfabetizadas devidamente. Assim, é necessário melhorar o processo de alfabetização, implementando, por exemplo, atividades lúdicas com os estudantes.
Portanto, torna-se fulcral combater essa situação. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação formular aulas em formato de áudio que ensinem a como ler e escrever, por meio da implementação dessa estratégia na Base de Diretrizes Orçamentárias- órgão que analisa feitos públicos-, com a finalidade de ampliar o número de pessoas alfabetizadas. Ademais, essas aulas devem ser elaboradas por professores de letras, além de terem uma linguagem acessível e objetiva a fim de facilitar o entendimento de grande parte da população. Dessa maneira, espera-se que a sociedade possa contemplar uma educação digna e ampliada no processo de alfabetização.