Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 17/06/2021

No filme “A menina que roubava livros”, de Markus Suzak, o pai adotivo da pequena órfã Liesel Meninger lhe ensina a ler. Durante a narrativa, o autor aborda que a prática da leitura, ajuda a personagem a superar sua solidão, se relacionar com o mundo sombrio ao seu redor e se nutrir da esperança de dias melhores. Para além do cenário cinematográfico, a atual realidade enfrentada pelos brasileiros está muito distante daquela mostrada no longa-metragem, visto que o hábito de ler no Brasil, é incomum e afeta o progresso do país. Nesse âmbito, analisa-se que essa problemática é sustentada, sobretudo, pela escassez de recursos e pela desigualdade social.

De início, o escritor Eça de Queiroz, em sua obra “O primo Basílio”, critica a instituição familiar moderna e perda da sua função social. Nesse viés, segundo a ideologia do escritor Eça, se torna evidente e claro que lares desestruturados, formam uma sociedade incapaz de perceber a importância do costume da leitura para o desenvolvimento da nação. Logo, enquanto a falta de recursos se mantiver, o Brasil será impossibilitado de ter uma cultura de leitores e de progredir exponencialmente no índice de alfabetização em terras tupiniquins. Como resultado, de acordo com a revista Veja, 24% da população brasileira é analfabeta e não obtêm recursos para a introdução na educação.

Além disso, destaca-se que não há como promover contato com a leitura em uma sociedade marcada pela fome. Durante o Brasil Colônia, período histórico do século XVI, com o aumento da valorização e exploração de escravos, o acesso a educação e livros didáticos eram destinados apenas aos aristocratas -organização formada pelos nobres-. Entretanto, tais influências não trouxeram benefícios para o crescimento brasileiro, uma vez que o acesso à leitura e ainda que exista, é destinado na maioria das vezes a classes econômicas mais desenvolvidas. Só para exemplificar, cerca de 11 milhões de brasileiros são considerados analfabetos, e a maior justificativa de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é a disparidade social do cenário atual.

Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar o entrave. Assim, o Ministério da Educação, em parceria com òrgãos midiáticos, deve investir em políticas públicas que atuem como construtoras de uma “consciência mirim”, através de meios didáticos e propagandas na televisão que fomentem a imaginação da criança, orientando-a da importância da alfabetização no Brasil. Em adição, os familiares devem estar atentos aos elementos apropriados para um bom aprendizado dos filhos, a contribuir para o progresso de alfabetizados da cidadania brasileira. Desse modo, exemplos como o da personagem Liesel Meninger e do realista Eça de Queiroz serão maiores, e o número de analfabetos em terras tupiniquins, menor.