Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 25/06/2021

O Brasil é um país onde a abolição da escravatura foi tardia e o qual não se preocupou em amparar aqueles que estavam na situação de escravidão. A partir desse momento a população negra ficou desamparada e resultou em uma situação de pobreza desde essa epóca. A consequência disso foi um país com alta taxa de desigualdade social, que influenciou drasticamente no sistema de ensino brasileiro. O qual os jovens em situação de pobreza no Brasil lutam para se livrar da fome, enquanto também tem que estudar em um sistema de ensino público precário e mal formulado.

O país do futebol é também o país do analfabetismo, pois o Brasil tem um governo ineficaz que repara de forma inútil os problemas educacionais. Isso, porque os jovens que nascem em situação de pobreza tendem ainda a ter que trabalhar cedo para conseguir ajudar em casa e sobreviver. E quando existe esse fator de trabalhar e estudar, é normal que as crianças ou jovens acabem desistindo, porque na grande maioria do tempo chegam cansada em sala de aula e não conseguem de fato absorver o conteúdo, o que gera uma frustração e desistência.

Além disso, uma pesquisa feita pela organização para cooperação e desenvolvimento ecônomico (OCDE) em 2019 mostrou que o investimento no ensino básico público no Brasil é de 3866 dólares por aluno, enquanto  no ensino superior é de 14 202 dólares em média. Isso é bastante preocupante, porque em países desenvolvidos esse investimento é ao contrário. Ou seja, o foco deveria ser no ensino básico para que assim mais alunos chegassem as faculdades, além de combater o analfabestimo funcional que já ocorre no ensino fundamental, médio e até no superior. No caso no sistema atual a saída ainda  para o povo de baixa renda fica sendo o futebol, o funk ou nos piores casos, o crime.

Logo, para que haja uma resolução para o problema de analfabetismo brasileiro é mister a modernização financeira do estado quanto as verbas educacionais, ou seja, o governo tem que se mobilizar e aprovar uma PEC de gastos na qual priorize o ensino básico e não o superior. Ademais, é de suma importância que também ocorra a diminuição da necessidade do trabalho infantil e jovem. No qual uma forma de fazer isso seria a ampliação do programa bolsa família. Dessa forma, poderíamos ter um futuro mais positivista, onde a população de baixa renda não precisaria acreditar que a saída da pobreza é somente o futebol e o funk, como também, através do ensino educacional.