Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 27/06/2021
A educação é o caminho mais seguro para o crescimento de um país. Porém, o sistema educacional brasileiro enfrenta desafios para garantir ensino a um todo. Conforme dados de uma pesquisa do IBGE, 2020, o Brasil possui 11 milhões de analfabetos. Esse número é o reflexo da insuficiência da educação brasileira. O principal fator contribuinte para tal déficit é a desigualdade social, que marginaliza pessoas, afastando-as das instituições educativas. Como também, corrobora para a evasão escolar.
A princípio, embora a Constituição de 1988 certifique o direito à educação a todos, não se segue o que é estabelecido. Assim, o ensino torna-se privilégio, pois somente uma parcela faz jus desse. Nesse contexto, as disparidades sociais possuem forte influência no acesso à didática. Isso porque, no geral, as escolas estão concentradas no centro. Longe de áreas periféricas, a locomoção até essas redes é um empecilho para os habitantes de zonas suburbanas. Dessa forma, regiões marginalizadas são excluídas da alfabetização.
Ademais, cabe mencionar que as precárias condições de vida fazem o sujeito optar por trabalhar ao contrário de ir à escola. Desse modo, diversos jovens abandonam os estudos em busca de emprego. Todavia, essa decisão é prejudicial a longo prazo, por motivo de o maior grau de escolaridade propiciar mais chances de ascensão social. À vista disso, conforme a Terceira Lei de Newton: “Toda ação corresponde a uma reação”, a reação é o crescimento do analfabetismo no país.
Portanto, é dever do governo - regime que visa o bem-estar social - junto ao Ministério da Educação proporcionarem melhorias no ensino brasileiro, por meio de construção de escolas em territórios periféricos e disponibilização de suporte para possibilitar a instrução de alunos carentes. Tal ação tem como fito otimizar os resultados da alfabetização no Brasil. Logo, um todo usufruirá de seu direito, assim como está previsto na Constituição de 1988.