Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 07/07/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, brevê em seu artigo 6, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil, seu estorvo está ligada a falta de atuações governamentais e desigualdade regional, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o analfabetismo. Essa conjutura, seguindo as ideias do filósofo contratualista Jonh Locke, configura-se como uma violação do “Contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadões desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a dessemelhança regional como impulsionador do analfabetismo. Segundo o IBGE, enquanto o sul tem taxa de 3,3% de analfabetas, o nordeste tem 13,9%. Diante de tal exposto, demonstra como a vida no nordeste é de segurança, saúde, alimentação, e trabalho são de qualidades abaixo da média,  isso é refletido na educação do povo. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que MEC- Ministério da Educação e Cultura, por intermédio de investimentos, criará um projeto que levará professores até áreas de difícil entrada e de pobreza elevada para ensinar crianças e adultos que não teriam acesso a alfabetização, a fim de ensinar ler e escrever a toda a população brasileira. Assim, se consolidará uma sociedade mais instruída, onde o Estudo desempenha corretamente seu “Contrato social”, tal como afirma Jonh Locke.