Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 07/07/2021

De acordo com a filósofa Hannah Arendt, “Uma vida sem pensamento é totalmente passível, mas ela fracassa em fazer desabrochar sua própria essência - ela não é apenas sem sentido; ela não é totalmente viva. Homens que não pensam são como sonâmbulos”. Partindo desse pressuposto, o contexto do Brasil no século XXI assemelha-se, uma vez que os desafios da alfabetização demonstram-se como uma questão ocultada, além das limitações dos processos de aprendizagem. Todos esses fatores desestruturam a base da sociedade brasileira.

Vale ressaltar, a princípio, que a escassa discussão sobre o tema contribui para a problemática. Do mesmo modo, o mito da caverna de Platão descreve o cenário de pessoas que se recusam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, pode-se concluir que o desenvolvimento do ensino possui baixo aprimoramento e desenvolvimento em decorrência da falta de debates na sociedade. Dessa forma, fica nítido a importância da reformulação da postura social e estatal, com contornos específicos.

Não só o silenciamento, mas também os meios de aprendizagem necessitam de mudanças. Com base em testes intelectuais produzidos em 2018, mais de 20% dos 2002 participantes apresentaram falhas na leitura de um texto simples. Nesse contexto, percebe-se que a alfabetização vai além do âmbito da leitura, sendo imprescindível o aperfeiçoamento na escrita e no letramento. Ademais, partindo da ideia de que cada indivíduo compreende de forma distinta, é fundamental que existam diferente maneiras de ensino, de modo que o aluno tenha um comportamento ativo.

Contudo, para o pleno funcionamento da alfabetização em questão no país, medidas precisam ser tomadas. Faz-se mister, pois que as Secretarias de Educação municipais, em conjunto com o governo estadual, criem métodos educativos em escolas com grande circulação, para população em geral, através de palestras de especialistas que colaborem com a diminuição de falhas no andamento do estudo. Além disso, é necessário trazer em discussão os métodos e suas implicações, para que haja o esclarecimento, e portanto, a devida formação. Assim, talvez, o homem sonâmbulo que não pensa fique apenas na citação de Hannah Arendt.