Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 18/07/2021

A Constituição Federal de 1988 estipula, em seu artigo 6°, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, tal prerrogativa não tem se resplandecido enfaticamente na prática ao se observar os índices de analfabetismo no Brasil. Diante dessa perspectiva, é necessário analisar os fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro lugar, é fulcral destacar a ausência de medidas governamentais para combater os desafios da alfabetização no Brasil. Nesse sentido, os estudantes têm enfrentado diferentes problemas como a falta de infraestrutura nas escolas, carência de profissionais da educação qualificados e a ausência de transporte público em certas regiões, o que tem impedido muitos alunos de frequentarem o âmbito escolar. Logo, o filósofo contratualista John Locke, caracteriza a atitude estatal citatada como uma violação do chamado “Contrato Social”, visto que o Estado não cumpre a sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de seus direitos, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é imperativo ressaltar a evasão escolar como fator impulsionador do analfabetismo no Brasil. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), aproximadamente 10,1 milhões de jovens estão fora do ambiente escolar. Diante disso, a probabilidade desses jovens se tornarem analfabetos e com baixa qualificação profissional no mercado de trabalho futuramente é alta. Contudo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Portanto, faz-se mister que o Ministério da Educação, utilizando-se de verbas governametais, faça campanhas publicitárias que visem conscientizar os jovens fora do âmbito escolar, sobre a importância da educação. Aliado a isso, é crucial que o governo trabalhe na formação continuada dos professores, que invista em   infraestrutura apropriada nas escolas e em transporte público eficiente. Dessa forma, será alicercado um país mais justo, onde o estado executa corretamente seu “Contrato Social”, tal como afirma John Locke.