Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 26/07/2021

Jorge Amado, escritor brasileiro, narra em “Capitães da Areia” o cotidiano de crianças moradoras de rua, em que apenas um dos meninos sabe ler, o “professor”. No entanto, na contemporâneidade, a situação atual converge em parte com a literatura, em que grade parcela dos brasileiros são analfabetos. Dessarte, é possível analisar como a negligência estatal tem papel nocivo com a alfabetização, o que leva à mazelas sociais.

Inicialmente, a falta de investimento do poder público contribui para a instauração da problemática, em que inviabiliza, muitas vezes, uma educação de qualidade. De acordo com dados do Ministério da Educação, cerca de 40% das escolas da rede público contam com laboratórios de informática com acesso a internet, o que ao visar a sociedade atual, conhecimentos tecnólogicos são determinantes ao mercado de trabalho. Dessa forma, lê-se como inadmíssivel que o sistema de ensino não prepare o estudantes, contribuindo com evasões e analfabetismo, por exemplo.

Por conseguinte, ao não atingir o ensino desejado, pode ou não levar a conclusão educacional, mesmo com desfalque em aprendizado. Segundo dados do Instituto Nacional de Educação e Pesquisa, O Brasil possui cerca de 16 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais e 30 milhões de analfabetos funcionais. Destarte, é inadmissível que em um país com uma Constituição Federal tão atualizada, a iminência de analfabetos seja tão comum na sociedade brasileira, o que contribui com instaurações de mazelas, e assim, imobiliza socialmente grande parte da população.

Fica evidente, portanto, a extrema necessidade da intervenção estatal para garantir o acesso a uma educação de qualidade. É preciso, então, que o Ministério da Educação crie cursos gratuitos em instituições de ensino, sobre diversas áreas, com intuito de estimuar um ensino diversificado, o que pode desestimular evasão e analfabetismo. Assim, haverá um caminho traçado para uma sociedade emancipada, em que não só uma criança tenha acesso a leitura, como descrito na obra de Jorje Amado, mas que todas tenham, o que pode levar a uma democratização educacional.