Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 31/07/2021

“Eu tô aqui pra quê? Será que é pra aprender? Ou será que é pra sentar, me acomodar e obedecer?” O trecho da música “Estudo errado” de Gabriel, o pensador, descreve a grave realidade que muitos estudantes brasileiros enfrentam durante a alfabetização. Como consequência disso, encontra-se a lamentável dificuldade de aprendizado, que prejudica o futuro de milhões de indivíduos. Tal problemática é causada não só pela precária estrutura escolar, más também pelo pouco incentivo familiar, fatores que precisam ser combatidos.

Sob esse viés, cabe analisar, a principio, o desnivelamento da estrutura escolar do país e o quanto ela é importante para a formação de um cidadão. Assim como afirma a teoria da Tábula Rasa de Jhon Lock, que todos os seres nascem como folhas em branco e a experiência as preenchem, a fase escolar é a maior responsável sobre tal preenchimento e é capaz de afetar o futuro de um estudante. Dessa maneira, o Estado é o principal vetor dessa realidade,  já que tem o dever de promover uma boa educação e garantir um futuro próspero para todos os indivíduos.

Além disso, é pertinente ressaltar que os pais são co-responsáveis pela alfabetização de seus filhos e não somente as instituições de ensino. O Programa Conta pra mim, criado pelo Ministério da Educação, para promover o hábito de leitura em família, incentiva que os pais leiam para seus filhos, e compartilha o ensino escolar com os pais. Isso ressalta a importância familiar na alfabetização, que veio a tona com a pandemia da Covid-19, pois o apoio familiar foi essencial para dar continuidade na educação, mesmo longe do ambiente escolar.

Torna-se evidente, portanto que as alternativas para melhorar a alfabetização no Brasil precisam ser colocados em prática. Sendo assim, o Estado deve investir em campanhas nas mídias sociais, por meio de comerciais e postágens mensais, para incentivar e direcionar os familiares a valorizar a educação em casa. Isso pode ocorrer nas redes sociais do ministério da Educação e replicado nos grupos de WhatsApp das escolas.