Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 01/08/2021
Em 1988, representantes do povo - reunidos em Assembleia Constituinte - instituíram o Estado de Direito, a fim de assegurar o bem-estar e a educação como valores supremos de uma sociedade fraterna. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Atribuem-se a isso dois fatores principais: a falta de investimento e a base educacional lacunar.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a carência de investimento. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que é evidente no país. Nesse sentido, a educação no Brasil, embora firmada legalmente, não encontra capital para se tornar acessível para todos, a insuficiência da aplicação de verba nas escolas em situação precária é reflexo disso.
Ademais, é fundamental apontar a base educacional lacunar como impulsionador do analfabetismo no Brasil. Para Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. No que tange os desafios do processo de alfabetização, vê-se uma forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel, pois não está trazendo às salas de aula conteúdos que ajam na resolução do analfabetismo. Diante de tal exposto, é fundamental que a população tenha uma formação educacional, caso contrário, sem essa contribuição escolar, a humanidade é diretamente prejudicada, o que dificulta a erradicação do analfabetismo.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater os desafios do processo de alfabetização no Brasil. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, por meio de verba, invista nas escolas em regiões de vulnerabilidade social e construa novas escolas de ensino técnico/superior, para que todas as pessoas interessadas tenham acesso à educação de qualidade. Assim, será consolidada uma sociedade mais alfabetizada, em que o Estado desempenha corretamente o seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.