Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 01/08/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6° o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os desafios que o processo de alfabetização tem enfrentado no Brasil, dificulta, deste modo a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise das causas como a ausência de medidas governamentais e suas consequências como a evasão escolar e o analfabetismo.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a falta de investimento do governo para melhorar a educação básica nas escolas públicas e transformá-las em um ensino cada vez melhor e de qualidade, com isso  muitos alunos sofrem as consequências desse descaso e tem seu futuro prejudicado. Nesse sentido, falta uma legislação eficaz para aumentar o investimento na educação e otimizar a aprendizagem dos discentes. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do ‘‘contrato social’’ já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação.

Paralelo a isso, dentre as principais consequências estão o analfabetismo, a evasão escolar e os aumentos das desigualdades sociais. De acordo com o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) as taxas de analfabetismo estão diretamente relacionadas à renda familiar, segundo os dados apresentados pelo “Mapa do Analfabetismo”, nos domicílios que possuem renda superior a 10 salários mínimos, o índice é de apenas 1,4%, enquanto nas famílias que possuem renda inferior a um salário mínimo o índice alcança 29%. Logo, é imprescindível que esse cenário se altere.

Portanto, em virtude dos fatos mencionados, medidas são necessárias para diminuir os desafios do processo de alfabetização e se obter uma educação de qualidade no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação em parceria com as escolas devem criar metodologias mais modernas, como a utilização de tecnologias e jogos, para que os alunos interajam e aprendam com maior facilidade, além de investirem na especialização dos professores através de cursos e palestras, para que estes estejam aptos a ensinar com os melhores métodos e perceberem a dificuldade dos alunos. Sendo assim, todos discentes e docentes terão uma escola de maior qualidade e os desafios da alfabetização brasileira poderão ser superados, garantindo o direito apresentado na Magna Carta.