Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 02/08/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante no país, prevê, em seu artigo 6, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prorrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os índices de analfabetismo no Brasil, ocasionando em diversos impactos na vida social destas pessoas. Dificultando, desse modo, a universalização desse direito tão importante.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o analfabetismo, visto que o Brasil, cobra da população uma alta taxa de impostos todos os anos, com o intuito de investir em vários pilares do país, como a educação por exemplo, porém o capital não está sendo investido como deveria. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação , o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar que segundo o IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia, em menos de 5 anos houve um aumento de mais de 1 milhão de brasileiros analfabetos no país, logo, é notório que isso gera um aumento no índice de reprovação, abandono e também impacta na renda. Afinal, quanto maior o nível de escolaridade maior a renda da pessoa. Portanto, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado, por intermédio do MEC- Ministério da Educação, trate de melhor investimento no setor da educação do país, com o intuito de melhorar gradativamente a situação atual. Paralelamente, é imperativo que busquem por profissionais no setor da saúde mental, para ajudar os desfavorecidos, que por diversos motivos psicológicos são obrigados a abandonar os estudos. Assim, se consolidará uma sociedade mais feliz, onde o Estado desempenha corretamente seu “Contrato Social”, tal como afirma John Locke.