Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 05/10/2021

“A pior cegueira é a mental, que faz com que não reconheçamos o que tem à frente”. A afirmação atribuída ao escritor José Saramago, representa facilmente o comportamento da sociedade diante do analfabetismo, já que a falta de reflexão do corpo social brasileiro garante que essa mazela social apresente a déficit educacional. Assim, tem-se a falha das políticas públicas para garantir um processo estável de alfabetização. Nesse sentido, entre os fatores que aprofundam essa situação estão a evasão escolar e a ausencência de medidas governamentais.

À vista disso, a evasão escolar é agravada pela cruel desigualdade social. Segundo o teórico político Jean-Jacques Rosseau, a desigualdade é a fonte primária de todos os males sociais e a origem primordial dos problemas da sociedade. Consequentemente, é perceptível a falha de inclusão das políticas públicas quando jovens em situação de extrema probreza são submetidos ao trabalho infantil, tráfico de drogas ou atividade domésticas, em virtude da escassez de comida e recursos para permanecer no ambiente escolar.

A esse respeito, a carência de políticas públicas representa uma das causas da vulnerabilidade social que os jovens são expostos. De acordo com Paulo Freire “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possiblidade para sua própria produção ou construção”. Certamente, os analfabetos estão sujeitos à exclusão social devido à incapacidade profissional. Desse modo, a defessagem educacional impossiblita o ingresso no ensino superior e no mercado de trabalho. Inclusive, são privados de reenvindicar melhorias, tornando-se indivíduos oprimidos pelo próprio sistema.

Há de se buscar, portanto, alternativas para garantir o letramento dos jovens desde a infância. Sendo assim, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, devem disponibilizar um auxílio para os alunos de baixa renda em combate à desigualdade social, o fruto do problema. A iniciativa deve ocorrer por meio da destinação de verbas para o auxílio e o transporte escolar, principalmente nas regiões marginalizadas periféricas de difícil acesso. Assim, todos poderão usufruir o poder da liberdade oferecido pela educação.