Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 25/10/2021

Segundo Barão de Itararé, um dos pioneiros na criação da imprensa alternativa no país durante a década de 1920: “o Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós”. Nessa perspectiva, uma dificuldade em redigir um processo estável de alfabetização mostra-se como um dos nós a serem desatados. Pode-se dizer, então, que a evasão escolar e as não medidas são governamentais como raízes dessa problemática.

Em princípio, é importante destacar os casos de evasão escolar como colaboradores da instabilidade no processo de alfabetização no país. Segundo o filósofo português Antônio Vieira: “a boa educação é moeda de ouro, em toda parte tem valor”. Porém, devido às desigualdades presentes no Brasil, muitos jovens de classes socioeconômicas inferiores precisam abandonar os estudos para ir em busca de maneiras de conseguir dinheiro e colaborar com a renda familiar, e acabam por renunciar de sua moeda de ouro: a educação. Como consequência, tem-se o aumento no número de analfabetos no país, bem como de futuros desempregados, por não possuírem o nível de formação escolar adequado para ocupar determinados cargas.

Somado a isso, a falta de medidas governamentais também pode ser apontada como um desafio a ser enfrentado. De acordo com o filósofo inglês John Locke, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, mas essa responsabilidade vem sendo negligenciada no país. Em razão do investimento insuficiente para a educação básica em escolas públicas, muitos alunos desse sistema ficam carentes de um ensino de qualidade, o que gera déficits no ensino dos discentes. Como resultado, tem-se, também, o aumento de analfabetos no Brasil, assim como a persistência do analfabetismo funcional.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para que se estabilize o processo de alfabetização no país. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação disponibilizar um auxílio financeiro para os alunos de baixa renda, com o objetivo de diminuir a taxa de evasão escolar. Concomitantemente, instar ao Tribunal de Contas da União, órgão responsável pelo controle de custos, por meio da realocação de recursos financeiros, destinar verbas para melhoria do ensino público no Brasil, a fim de que jovens e crianças devem obter uma educação de qualidade e, diminuir o índice de analfabetismo, bem como desatar um dos “nós” do país, como nas palavras do Barão de Itararé.

O Ministério da Educação deve destinar emendas para as escolas para aquisição de materiais, capacitação de professores, entre outros, a fim de que os alunos não permaneçam no ambiente escolar e minimização dos desafios da alfabetização.