Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 12/11/2022

Em Outubro de 1988, a sociedade conheceu um dos documentos mais importantes da história do Brasil: A constituição Cidadã cujo conteúdo garante o direito a educação básica a todos. Entretanto, pelo desafio do processo da alfabetização, se torna difícil com que os brasileiros usufruam desse direito. Com efeito, a solução do problema pressupõe que se combata não só a invisibilidade dos analfabetos, mas também a omissão do Estado.

Diante desse cenário, a falta de uma educação básica fragiliza a dignidade humana de uma nação. Nesse sentido, a declaração universal dos direitos humanos – promulgada em 1948 pela ONU – assegura que todos os indivíduos fazem jus a direitos básicos, a exemplo saberem ler, escrever ou interpretar a própria língua. Ocorre que, no Brasil, os leigos estão distantes de vivenciar o benefício previsto pelas Nações Unidas, sobretudo porque possuem menos oportunidades, profissionais ou pessoais que não têm acesso aos seus direitos. Assim, se estes continuarem a ser tratados como invisíveis, os direitos firmados em 1948 permanecerão como privilégios.

Ademais, a inércia estatal viabiliza que tenhamos uma sociedade com mais pessoas analfabetas. A esse respeito o filosofo inglês, John Locke, desenvolveu o conceito de “Contrato Social”, a partir do qual os indivíduos deveriam confiar no Estado que, por sua vez, garantiria direitos inalienáveis à população. Todavia, pelo grande número de adolescentes que largam os estudos, evidencia que o Poder Público brasileiro se mostra incapaz de cumprir o contrato de Locke, na medida em que o jovem perde a motivação de estudar sem o incentivo da família e do Estado. O que representa grave problema para qualquer país: Uma população que não sabe ler, nem escrever.

É urgente, portanto, que medidas sejam tomadas para combater o analfabetismo do Brasil. Nesse sentido, as escolas devem adquirir um método de ensino mais didático e eficaz o que dará ao aluno mais animo de aprender. Por meio de projetos pedagógicos como aulas, palestras aos mais velhos, gincanas e oficinas. Essa iniciativa terá a finalidade de romper a inércia do Estado e de garantir o tratamento previsto pelas Nações Unidas.