Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 28/01/2023
O modelo de sociedade ideal para o estudioso Platão era a “Sofocracia, e esse sistema fornece a ideia de que a educação é responsabilidade do Estado, e com isso ela é a mesma pra todos os estudantes. Seguindo esse cenário, contraditoriamente na contemporaneidade, um dos principais problemas para a conclusão do processo de alfabetização é a desigualdade no ensino, e, além disso, a segregação dos indivíduos analfabetos. Em suma, esse obstáculo deve ser mitigado.
A princípio, cabe salientar que a escrita é um elemento crucial para a vida em comunidade, e o letramento deve ser ensinado de forma igual para todos os integrantes do corpo social. Nessa perspectiva, o estudioso Milton Santos descreveu que o fenômeno da globalização aumentou as barreiras para as pessoas marginalizadas. A partir desse viés, constata-se que, amplas vezes, a desigualdade social é um divisor de águas para a obtenção de direitos os quais deveriam serem básicos, como a alfabetização, visto que sem ela a pessoa não é capaz de realizar o seu papel de cidadão, como por exemplo interpretar documentos. Assim, pode-se afirmar que esse panorama é incapaz de fornecer, de maneira plena, qualidade de vida para as pessoas analfabetas.
Em conjuntura, pode-se acrescentar, também, a importância da fomentação de projetos públicos os quais incentivem a inclusão dos iletrados. Nessa ordem, faz-se jus mencionar o estudioso Rousseau, o qual acreditava que o Estado deve mediar a sociedade com a finalidade de criar as mesmas oportunidades para todos. No entanto, no quadro atual, tal ideia do filosofo não é visível, porque uma forma de incluir os analfabetos, sejam eles crianças ou adultos, é a partir da criação de projetos, do investimento na qualidade do ensino e, principalmente, da divulgação dos existentes. Logo, conclui-se que por razão da negligência estatal em realizar tais medidas, é inegável a necessidade de atitudes para modificar esse cenário desigual.