Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 12/04/2023
A alfabetização de todo o país, ou seja, a habilidade de ler e escrever de forma adequada, fica no imaginário, à vista de que nos anos 90 uma publicação feita pelo INEP apontou que 20% da população brasileira acima de 15 anos era analfabeta absoluta com o passar do tempo isso muda de forma tímida, em junho de 2019 o IBGE publica que aproximadamente 6,8% dessa mesma população é analfabeta absoluta. Tendo em vista que o século XXI é de constantes evoluções e marcado pela literalidade é importante remediar esse problema em prol dos direitos humanos.
A evasão escolar torna-se um fator primordial ao analfabetismo. O abandono acadêmico pode se dar pelas condições precárias de vida, muitos acabam abandonando as escolas em busca de novas condições. Ao citar situações precárias é imprescindível a relação com questões regionais, as regiões mais pobres Norte e Nordeste, apresentam os maiores índices de analfabetismo, em contraposição a taxa abaixa no Sul e no Sudeste, isso significa que faltam políticas públicas específicas para deficiência dessas regiões, apoio e acesso para famílias carentes.
Além disso, o fator racial, indicado pelo IBGE no ano de 2021, diz que 3,8% dos brancos são analfabetos, enquanto que 9,1% dos pretos são analfabetos. Então, há um fator determinante de segregação, e isso acontece desde 1888, quando a princesa Isabel assina a lei Áurea, abolindo a escravidão no Brasil; o que era para ser um sonho, passa a ser um pesadelo, pois esses povos ficam sem acesso à terras e sem condições dignas, tratados como inferiores que não mereciam ter tal conhecimento e nem espaço. Assim o racismo é presente até hoje, estruturalmente.
Portanto, é de extrema importância que o ministério da educação amplie o acesso da formação de jovens e adultos (EJA), através do direcionamento de verbas aos setores responsáveis por esse projeto. Desta forma alcançará a parcela mais vulnerável da sociedade, sendo predominante pelos negros.