Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 09/05/2023
John Locke, filósofo inglês, destaca que é dever do estado assegurar os direitos e o bem-estar da população. Todavia, em virtude do analfabetismo ser uma realidade na sociedade brasileira, é válido reconhecer como o Poder Público não atua de modo efetivo e, pior, não exerce seu papel social conforme os ideais de John Locke. Nessa lógica, é possível analisar a dificuldade de transporte dos estudantes em áreas remotas e a falta de métodos alternativos para pessoas com diferentes transtornos como impulsionadores do problema.
Primeiramente, percebe-se que a inacessibilidade às escolas fomenta a permanência na sociedade, dado que as populações ribeirinhas e os moradores em zonas rurais possuem desafios diários devido à falta de manutenção de estradas para o local de estudo. Nessa ótica ao destacar a ideologia do filósofo Platão, especificamente sobre o uso da razão para combater os problemas sociais, nota-se como essa conduta não é realizada pelos brasileiros, sobretudo quando o assunto é a alfabetização de todos. Isso porque o indivíduo não questiona a realidade na qual está inserido, tendendo a permanência de indivíduos analfabetos no Brasil.
Além disso, vale ressaltar o desafio de aprendizado que as pessoas com transtornos têm em ser alfabetizadas como um fator que aumenta a atenuação do empecilho, visto que dislexia e TDAH dificilmente são diagnosticadas em população de baixa renda. Segundo Pierre Bourdieu, sociólogo francês, a sociedade incorpora as estruturas sociais, ou seja, os indivíduos incorporam pensamentos difundidos ao longo dos anos e reproduzem com naturalidade. Isso pode ser verificado com a persistência do analfabetismo, já que a população, acostumada com esse cenário, permite que o problema continue em evidência.
Portanto, a adoção de medidas para combater o problema. Nesse sentido, o Ministério da educação em parceria com o Ministério de Transportes precisa elaborar um método de ensino alternativo para alunos com transtornos e criar mais vias de acesso às escolas, por meio de projetos específicos de educação e infraestrutura. Destarte, torna evidente o acesso e estimulo a educação, para que seja minimizada a ocorrência de analfabetismo no Brasil.